Detroit Electric ressurge após 74 anos

Marca pioneira de carros elétricos volta ao mercado e promete lançar novos modelos

Teaser do novo carro da Detroit Electric, que será apresentado em Xangai | Imagem: Divulgação

Muita gente pensa que veiculo elétrico é coisa do futuro, mas por incrível que pareça não é. A empresa norte-americana Detroit Electric é prova disso. A montadora produziu 13 mil carros elétricos entre 1907 e 1939, e, em 2013 volta à ativa com um cupê que será apresentado ao mundo no Salão de Xangai, em abril, na China.

Em 2008, exatos 69 anos após seu fechamento, a marca foi ressuscitada por Albert Lam, ex-CEO do grupo de engenharia da Lotus e diretor-executivo da Lotus Cars da Inglaterra. O executivo, que preside a Detroit Electric, promete uma série de veículos 100% elétricos de alta performance para os próximos anos.

Em comunicado divulgado na terça-feira (19), a fabricante informou que sua sede, localizada em Detroit, já está operando. A fábrica entra em ação em agosto, e terá capacidade produtiva anual para 2.500 carros. Além disso, a empresa pretende criar mais de 180 empregos relacionados às vendas e produção no próximo ano e ainda promete anunciar uma grande parceria com uma montadora global. Quem será?

Como começou a Detroit Electric?

Detroit Electric era, na verdade, o nome do veículo elétrico produzido pela empresa Anderson Electric Car Company. A empresa, que era conhecida por fabricar carruagens e charretes desde 1884, passou em 1907 a se aventurar na produção de veículos movidos a eletricidade. Seu primeiro modelo vinha equipado com uma bateria de chumbo recarregável. No entanto, a partir de 1911, a montadora passou a disponibilizar aos clientes uma bateria de níquel, de maior capacidade, pelo valor adicional de 600 dólares.

Ao que tudo indica, os carros eram considerados confiáveis para a época. A fabricante anunciava autonomia de 130 km, porém, segundo dados da marca, logo em um dos primeiros testes o modelo percorreu 340 km com uma única carga. A velocidade máxima foi cerca de 30 km/h, mais do que suficiente para os limites dos vilarejos na época.

Os principais compradores do "possante" eram médicos e mulheres que não queriam sujar as mãos de graxa, nem fazer esforço para dar a partida. Lembre-se que que os primeiros carros com motor à combustão não tinha motor de arranque, por isso utilizavam uma alavanca que era encaixada direto no virabrequim, geralmente na frente do carro. Depois, era necessário fazer uma ginástica para girar a manivela e rezar para o carro pegar.

Os veículos da Detroit Electric também utilizaram, pela primeira vez,  vidro curvado nas janelas em um modelo de produção, um recurso caro e complexo para a época.

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