A crescente busca por formas de gastar e poluir menos pode levar a aliança Fiat-Chrysler a apostar nos carros com motores movidos à gás natural nos Estados Unidos. É o que aponta reportagem da agência Automotive News, revelando que o assunto é uma das pautas levantadas por Sergio Marchionne, presidente do grupo internacional.

E a ação tem seus fundamentos. Primeiro: a Fiat detém na Europa 80% do mercado de automóveis movidos a metano e mais 55% no segmento de veículos comerciais leves. Em segundo vem o fato dos EUA serem o maior mundial produtor do combustível. O custo da tecnologia também é interessante. Em relação a um carro a gasolina o modelo à gás é até US$ 3.000 mais barato. Na comparação com diesel são mais US$3.300, enquanto carros híbridos ou totalmente elétricos são até US$ 8.000 mais caros.

O maior impasse para a viabilização de carros a gás, porém, é a escassez de postos de abastecimento específicos nos EUA. Atualmente existem 1.300 pontos que oferecerem metano, contra mais de 160.000 com oferta de combustíveis tradicionais.

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Thiago Vinholes

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