Ford quer acelerar parceria com a VW, em especial na América do Sul

Objetivo da marca norte-americana é estancar perdas em nossa região e na Europa
Acima detalhe da Ford Ranger 2019 comercializada nos EUA

Acima detalhe da Ford Ranger 2019 comercializada nos EUA | Imagem: Divulgação

O Automotive News Europe publicou uma reportagem muito relevante para nós, brasileiros, e os demais vizinhos da América do Sul.

Segundo o responsável pela área financeira da empresa no mundo, o CFO (Chief Financial Officer) Bob Shanks, a Ford trabalha para acelerar sua parceria com o grupo Volkswagen, que irá além do setor de veículos comerciais como era ventilado até então. A ideia da Ford, com o acordo, é sobretudo estancar as perdas financeiras na Europa e na América do Sul, bem como dividir os custos para o investimento em novas tecnologias, como carros elétricos e híbridos, bem como trabalhar em conjunto em futuros projetos de carros compactos.

Na América do Sul, a Ford acumula perdas de US$ 4 bilhões desde 2012. Já na Europa, por sua vez, a estimativa é que a marca perderá outros US$ 3,6 bilhões entre 2019 e 2021. Logo, para a Ford, sobretudo para atender a demanda desses mercados por novos veículos e manter a montadora competitiva, será fundamental compartilhar os custos de desenvolvimento futuro.

“Nós temos uma história com a VW. Nós nos damos bem com eles. E, se você olhar para os pontos fortes e fracos de cada um de nós, é certo dizer que nós nos combinamos muito, muito bem”, declarou Shanks à agência de notícias especializada europeia.

A Ford também estuda uma parceria na mesma linha com a indiana Mahindra.

Ainda segundo o CFO global da Ford, não há um prazo para que o acordo seja estabelecido com o grupo Volkswagen, mas as negociações estão “prosseguindo com urgência”, acrescenta o executivo. "Estamos tentando fazer as coisas o mais rápido possível, porque estamos todos tentando melhorar a sorte de cada uma de nossas empresas. Estamos nos movendo para obter clareza e começar a colaboração real o mais rápido possível”, conclui.

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