General Motors e Honda juntas? Apenas na fabricação de células de combustível

Rivais nos automóveis, montadoras criam joint-venture para produzir sistema de propulsão por hidrogênio
Sistema de célula de combustível começará a ser fabricado em 2020

Sistema de célula de combustível começará a ser fabricado em 2020 | Imagem: Divulgação

Cruze ou Civic? Fit ou Spin? A rivalidade entre a GM e a Honda é grande, mas ao menos num campo elas viraram parceiras, quase ‘irmãs’. As duas fabricantes anunciaram nesta semana o início de uma joint-venture para produzir um sistema de célula de combustível.

Para quem não sabe, esse sistema converte hidrogênio em energia elétrica capaz de propulsionar veículos, mas é tão caro e complexo que até hoje poucos modelos se aventuraram no mercado como a própria Honda e seu FCX Clarity, que esteve em exposição no Salão de São Paulo.

Ao dividir o investimento, as duas empresas conseguem reduzir custos e tornar o carro movido a hidrogênio mais próximo da realidade do mercado. Serão investidos US$ 85 milhões e a produção será feita numa área ao lado de uma fábrica de baterias da GM no estado do Michigan. A expectativa é que as primeiras unidades saiam do complexo em 2020.

“Nos últimos três anos, engenheiros da Honda e GM têm trabalhado como um time único, em que cada empresa fornece seu conhecimento específico para criar a próxima geração de sistema de célula de combustível compacto e de baixo custo”, disse Toshiaki Mikoshiba, CEO da Honda americana.

"A GM e a Honda estão dando um importante passo em direção a custos menores e produção de maiores volumes de sistemas de células de combustível”, completou o diretor-excutivo da GM Charlie Freese.

Esta não será a primeira vez que as duas montadoras trabalharam em conjunto: Em 1999, a Honda forneceu 50 mil motores V6 para a primeira geração do Saturn VUE (aqui conhecido como Captiva Sport na segunda geração). Os japoneses receberam em troca motores diesel da subsidiária da GM, Isuzu, para equipar veículos da Honda vendidos na Europa.