Grupo sino-japonês compra Saab

Marca deverá retornar ao mercado fabricando automóveis elétricos

9-3 dividia arquitetura com a antiga geração do Opel Astra | Imagem: Divulgação

Esse pode ser o último capítulo da sofrível novela (quase mexicana) Saab. De acordo com o site sueco di.se, a marca foi vendida para a NEVS (National Electric Vehicle Sweden), empresa recém-criada por uma joint-venture formada pelas companhias chinesa National Modern Energy Holdings Ltd. e japonesa Sun Investment LLC.

Não se sabe por qual valor a montadora foi arrematada, mas especula-se que a oferta tenha girado em torno de US$ 210 milhões e US$ 250 milhões (entre R$ 431 milhões e R$ 514 milhões). O intuito, no entanto, é transformar a Saab em uma fabricante de automóveis elétricos.

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Caso a transação realmente tenha sido efetuada, ambas as partes – e isso inclui também a Spyker e a GM – deverão se pronunciar nos próximos dias.

Curiosidade à parte, um site com algumas informações sobre a National Modern Energy Holdings Ltd., a Sun Investment LLC, a NEVS e a Saab foi criado, mas aparentemente foi apenas para registrar um domínio.

Nos capítulos anteriores

Para quem não se lembra, a Saab passou por uma série de problemas desde a crise econômica de 2008. Naquela época, a GM cogitou encerrar as atividades da marca caso não encontrasse um comprador.

Em 2010, a Spyker – fabricante de carros esportivos – acabou comprando a marca, mas nos meses seguintes não conseguiu fazer a montadora sueca gerar lucro. No final de 2011, sem ter como se sustentar, a fabricante acabou paralisando suas atividades.

Desde então, vários interessados surgiram, como a Mahindra e o grupo chinês Yougman, esse último vetado pela GM, que ainda detém uma parcela mínima da Saab.

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