Jeep Renegade 2023 promete surpreender com novos conjuntos mecânicos

SUV vai trazer configurações mecânicas interessante e diferenciadas dentro do segmento
Projeção de Kleber Silva para Renegade 2023: novo para-choque frontal será uma das evoluções

Projeção de Kleber Silva para Renegade 2023: novo para-choque frontal será uma das evoluções | Imagem: Kleber Silva/KDesign AG

É fato que hoje temos um grande gap em termos de eficiência quando analisamos a gama Jeep Renegade. 

Se, com o motor 2.0 turbodiesel sob o capô, o SUV compacto sobra em termos de acelerações e retomadas, além de oferecer o consumo de combustível equilibrado e a elevada autonomia inerentes a este tipo de propulsor, o Renegade 1.8 flex apresenta médias elevadas de consumo e seu desempenho fica muito aquém do esperado. 

Tudo isso, entretanto, deverá mudar a partir da linha 2023 do Renegade. Além de mais eficiente, o SUV também deverá contar com novos conjuntos mecânicos, que vão lhe posicionar de maneira muito interessante na categoria. 

Segundo apurou Marlos Ney Vidal, responsável pelo site Autos Segredos, a Jeep tem nos planos uma mudança radical no portfólio de motores para o Renegade nacional. 

Por questões das novas regras de emissões que passam a vigorar a partir do ano que vem, a Jeep vai retirar de cena os dois motores atuais do Renegade, aplicando no SUV apenas o 1.0 e o 1.3, ambos da família GSE, com turbo, injeção direta e o sofisticado comando de válvulas MultiAir. 

Tração integral

Uma grande sacada para o Renegade 2023 levantada pelo Autos Segredos é que tanto a configuração 1.0 quanto a 1.3 deverão oferecer o sistema de tração integral como opcional. Isso certamente vai conferir ao Renegade um posicionamento de mercado bastante singular. 

Hoje em dia são raríssimos os SUVs compactos comercializados no Brasil que combinam motorização gasolina ou flex com a opção das quatro rodas motrizes. Atualmente temos na gama Suzuki, por exemplo, o Vitara e o S-Cross com essa opção. Provavelmente a Renault também deverá combinar seu 1.3 TCe (turbo com injeção direta) ao câmbio CVT e sistema de tração integral no Duster nacional

Se, de fato, o Renegade 2023 chegar ao mercado com a opção de tração nas quatro rodas para as duas configurações mecânicas, estamos falando do primeiro modelo de maior volume na categoria a adotar tal solução, algo que promete ampliar ainda mais o apelo comercial do Jeep frente a modelos como VW T-Cross, Chevrolet Tracker, Hyundai Creta, Honda HR-V, entre outros. 

Mesmo na configuração 1.0 GSE, de acordo com apuração do Autos Segredos, o Renegade deverá entregar uma performance interessante ao trazer sob o capô aproxidamente 130 cv e 21 kgfm de torque, com a vantagem, por conta da sobrealimentação, da força máxima disponível em baixas rotações. Isso deverá conferir ao SUV respostas muito mais interessantes ao volante do que ocorre atualmente com o Renegade 1.8. 

No caso do futuro Renegade 1.3 turbo, já notamos que no Compass 2022 e na Toro 2022 o motor é mais do que suficiente com seus 185 cv e 27,5 kgfm, logo ele deverá repetir o mesmo feito no SUV compacto da Jeep. 

Melhorias estéticas

Por fim, como já abordamos, o Renegade 2023 também vai estrear uma discreta melhoria externa (facelift), ao que tudo indica contemplando novos para-choques, grade frontal e design das rodas de liga leve. 

O interior, segundo os flagras recentes adiantaram, seguirá a fórmula aplicada no Compass 2022 e passará por uma revisão mais profunda, contemplando evoluções no painel, novo volante da marca e tela maior para a central multimídia. 

Uma evolução no pacote de tecnologia e a chegada de assistentes de condução ao Renegade também são esperados. A previsão é que a linha 2023 do modelo seja lançada em janeiro do ano que vem. 

Certamente as melhorias deverão colaborar ainda mais para o sucesso comercial que o Renegade registra em nosso mercado. Vamos acompanhar todos os detalhes! 

Acima o motor 2.0 Multijet turbo diesel presente nas gamas Compass e Renegade
Acima o motor 2.0 turbodiesel oferecido na gama Renegade: propulsor deve abrir espaço para a família GSE turbo flex
Imagem: Divulgação