Mercados de usados e de crédito para veículos apresentam bons resultados

Números de maio para os dois setores apresentam sinais de um início de melhoria
Loja de carros

Loja de carros | Imagem: Reprodução internet

As transações de veículos usados, considerando todos os segmentos automotivos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos), apresentaram alta de 24,8% em maio, na comparação com o mês anterior. Ao todo, foram transacionadas 1.273.117 unidades em maio de 2017, contra 1.020.115 em abril. Na comparação com o mês de maio/2016, o resultado geral de transações de usados apresentou crescimento de 16,42%, chegando a 1.093.555 unidades comercializadas no período.

No acumulado do ano (janeiro a maio), o mercado de usados apresentou alta de 8,37% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram transacionadas 5.518.426 unidades em 2017, contra 5.092.002 veículos em 2016.

Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, as transações realizadas em maio apresentaram alta de 25,08% sobre abril. Ao todo, foram negociadas 957.579 unidades no quinto mês deste ano, contra 765.602 em abril. Em relação a maio/2016 (812.806 unidades), houve crescimento de 17,81% na comercialização de usados destes veículos.

Do total de automóveis e comerciais leves usados negociados, os veículos com até 3 anos de fabricação representaram 14,34% do total transacionado em maio, e 13,66% do acumulado do ano.

Crédito em alta

O total de recursos liberados pelos bancos de montadoras e instituições independentes para financiar a compra de veículos no primeiro quadrimestre deste ano somou R$ 29,2 bilhões, o que representa uma alta de 15,3% em doze meses. De acordo com os dados divulgados no boletim da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), nos primeiros quatro meses de 2016 o montante destinado às operações de financiamento e leasing foi de R$ 25,3 bilhões.

No entanto, se for considerado apenas o volume de financiamento concedido em abril, o mercado de crédito para compra de veículos apresentou resultado negativo: foram concedidos R$ 6,7 bilhões, ante R$ 8,3 bilhões do mês anterior, o que representa uma queda de 19,6% na comparação com março. “O recuo foi reflexo da queda de vendas do mercado de carros. Parte disso se deve aos feriados. Em abril, tivemos 18 dias úteis contra 23 de março. Mas, em relação ao mesmo período do ano passado, o mercado de crédito registrou uma alta de 12,6%. Os indicadores econômicos, como a alta do PIB no primeiro trimestre e a redução da taxa Selic, dão sinais de recuperação econômica. Contudo, os próximos meses ainda serão de cautela, principalmente por conta da instabilidade política que vivemos hoje”, avalia o presidente da ANEF, Gilson Carvalho.

Dos R$ 6,7 bilhões liberados pelo sistema financeiro, R$ 5,9 bilhões foram destinados às pessoas físicas (queda de 6,8% em relação a março e alta de 31% em doze meses) e os outros R$ 792 milhões para as pessoas jurídicas (recuo de 13,8% na comparação com o mês anterior e aumento de 16,8% em relação ao mesmo período de 2016).

No acumulado do ano, o montante liberado para as operações de financiamento foi de R$ 28,7 bilhões, aumento de 17% em doze meses. Para as pessoas físicas foram destinados R$ 25,7 bilhões e para as jurídicas, R$ 2,9 bilhões. Em doze meses, o volume de negócios para o primeiro grupo cresceu 17,2%, enquanto para o outro, 15,2%.

As operações de leasing apresentaram praticamente o mesmo desempenho registrado em março. Em abril, por exemplo, foram liberados R$ 152 milhões, o que representa uma pequena alta de 0,6% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, o recuo foi de 21,6%. O maior volume, de R$ 128 milhões, foi destinado às pessoas jurídicas, alta de 6,7% no mês e de 0,7% em doze meses. As pessoas físicas responderam por R$ 24 milhões dos negócios, queda de 27,3% em relação a março e de 64,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No quarto mês do ano, o saldo das carteiras também se manteve estável, atingindo os R$ 161,3 bilhões, volume 0,3% inferior na comparação com março. Em doze meses, o recuo foi maior, de 7,2%. Os financiamentos responderam R$ 157,3 bilhões, queda de 0,25% em relação ao mês anterior e de 6,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já os R$ 4 bilhões restantes correspondem às operações de leasing, que tiveram recuo de 2,4% na comparação com março e de 25,9% em dozes meses.

O saldo de crédito para aquisição de veículos para pessoas físicas e jurídicas corresponde a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). No mesmo período do ano passado, esse indicador era de 2,9%, recuo de 0,4 ponto percentual. O volume representa 5,2% do total do crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) e 10,5% do total das operações de crédito – Recursos Livres.

A taxa de inadimplência para as pessoas físicas, considerando as operações com atraso há mais de 90 dias, manteve-se em 4,5% em abril – mesmo índice de março e dos últimos doze meses. Já para as pessoas jurídicas, o índice foi de 4,3%, queda de 0,2 ponto percentual, na comparação com março, e de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2016.

Na carteira de leasing, o índice de atrasos foi de 3,6% tanto para pessoas físicas como jurídicas. Para o primeiro grupo, foi registrada queda de 0,1 ponto percentual na comparação com março e de 1,0 ponto percentual em doze meses. Já para o outro público, o índice foi o mesmo alcançado em março. Porém, em relação ao mesmo período do ano passado, houve recuo de 0,2 ponto percentual.

As taxas praticadas pelos bancos ligados às montadoras continuam mais atraentes na comparação com as adotadas pelas instituições independentes. Em abril, as entidades associadas à ANEF cobraram juros de 21,7% ao ano e 1,65% ao mês, enquanto os independentes trabalharam com índices 24,4% e 1,86%, respectivamente. O prazo médio das concessões é de 41,9 meses – em abril do ano passado foi de 40,8 meses. O prazo máximo oferecido pelos bancos é de 60 meses.