Crise pode levar montadoras a pedir adiamento de regras que deixam carros mais seguros e menos poluentes

Marcos regulatórios aumentariam os custos das fabricantes e entidade teme que associadas não tenham caixa para mudanças
Segurança

Segurança | Imagem: Divulgação

Já em 2020, as montadoras instaladas no Brasil precisaram adaptar projetos antigos para receber cinto de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes, além da instalação de sistema Isofix para a fixação de assentos infantis. A entrada de novas regras de segurança decretaram o fim de alguns modelos por conta da custo, como a Fiat Weekend, além de acabarem por elevar os preços de alguns carros, como aconteceu recentemente com o VW Fox na linha 2021.

No entanto, novas regras e marcos regulatórios já estão no horizonte das montadoras e a queda nas vendas por conta da pandemia da Covid-19 está trazendo um temor que os gastos sejam muito elevados para o atual momento das fábricas, além de colocar em questionamento se o público terá sequer poder aquisitivo para arcar com os valores mais altos que precisarão ser adotados.

Tal posicionamento veio diretamente de Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores, durante uma entrevista coletiva transmitida pela internet. O executivo afirmou ainda que “não somos contra o regulatórios de regras e limites. Somos a favor do veículo mais limpo e seguro. Mas a questão é: somos capazes de fazer isso agora? Temos receita para fazer isso?”. 

Apesar de Moraes não ter citado nenhuma nova regra em específico, a Anfavea agora estuda pedir ao governo o adiamento da entrada em vigor das novas regulamentações de segurança e emissões de poluentes. O executivo falou que novos marcos regulatórios que entrarão em vigor a partir de 2022 poderão dificultar a vida das montadoras nesse momento. 

Pela data, o executivo da Anfavea estava comentando a respeito da entrada em vigor da obrigatoriedade de controles de estabilidade e tração para todos os carros 0 km fabricados no Brasil a partir de 2022, algo que já é cobrado para veículos inéditos. Além disso, em menos de dois anos também deve entrar em vigor o Proconve P8, conjunto de regras que vai restringir ainda mais os níveis permitidos de emissões de poluentes por motores a combustão.

Poluição
Brasil vai adotar regras mais rígidas contra a poluição em menos de dois anos
Imagem: Reprodução internet
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