Como já é tradição no AUTOO, nós preparamos um resumo dos modelos que saíram de linha ou tiveram a importação suspensa neste ano. Como você pode notar em nossa galeria de fotos, os modelos mais caros e importados foram os que mais sofreram os efeitos da alta do dólar e a economia fraca. Na Hyundai, por exemplo, depois do adeus do Sonata em 2014, neste ano foi a vez dos grandalhões Equus e Genesis terem a importação ao Brasil suspensa.

Continuando entre os importados, os MINI Rodster e Coupé saíram de linha enquanto aguardam possíveis sucessores baseados na nova geração do compacto. Por falar em compactos, também se despediram em 2015 o Chery Face e o Suzuki SX4, que deu lugar ao S-Cross.

SUVs que vão deixar saudade

Para quem é fã de uma das categorias que estão “bombando” no mercado, os SUVs, uma ausência sentida será o fim da linha para o Mitsubishi Pajero TR4. Um dos poucos modelos do mercado com um robusto sistema de tração 4x4 com reduzida, o TR4 por outro lado já sentia os vários anos de entrada com um projeto que implorava uma renovação mais profunda. Como isso não estava nos planos da matriz japonesa, o jeito foi descontinuar o modelo para tristeza de vários fãs que o utilitário conquistou no pais, em especial entre o público feminino.

Subindo para o patamar das marcas de luxo, outro SUV que pedurou as chuteiras foi o Land Rover Freelander, que abre espaço para o Discovery Sport. O sucessor do Freelander, aliás, começará a ser fabricado no Brasil a partir de 2016 nas opções 2.0 turbo a gasolina e 2.2 diesel.

Ainda nos SUVs e utilitários, a indiana Mahindra decidiu abandonar de vez o país alegando que a economia em baixa, a alta do dólar e as mudanças tributárias para veículos importados dificultaram muito a vida da empresa por aqui. Ela operava por aqui desde 2007 representada pelo grupo Bramont e contava com uma operação de montagem de seus utilitários por aqui.

Bye bye stations

Um segmento que praticamente vive do amor que alguns consumidores têm por modelos desse tipo, que, pelo menos na estratégia das marcas, está cedendo cada vez mais espaço para SUVs e monovolumes, duas stations wagons deram adeus ao mercado brasileiro em 2015. Ambas dentro da gama Volkswagen.

A Jetta Variant se despediu para ceder espaço para a moderna Golf Variant, que recentemente passou a chegar ao país com a opção de câmbio manual. Um degrau acima, a Passat Variant também encerrou seu ciclo no país, mas não é um adeus definitivo. Assim que as últimas unidades foram comercializadas, a Volkswagen já se prepara para importar a nova geração do modelo, que vai acompanhar o sedã lançado há pouco tempo.

Entre os nacionais

Deixamos para o fim os modelos de maior volume e que eram produzidos por aqui.O defasado Chevrolet Celta finalmente vai desfrutar de seu merecido descanso. Com isso, o Classic passa a ser o modelo mais acessível dentro da linha Chevrolet.

Também entre os hatches, o Volkswagen Polo vai deixar saudade. Com um excelente projeto, mas longe de acompanhar a mesma evolução que recebeu na Europa, o Polo foi sacrificado para atender a futura estruturação da gama de hatches da marca alemã, que vai contemplar o novo Gol e um futuro Fox mais encorpado para suprir o espaço deixado pelo Polo.

No campo dos modelos familiares, a Citroën suprimiu da linha o C3 Picasso para trabalhar somente o Aircross. O modelo inclusive ganhou uma opção mais acessível para atender os fãs do monovolume. Na mesma categoria, a Nissan encerrou de vez a produção do Livina. Muito se falou sobre a chegada do Note para substituir o modelo, porém a lacuna deixada pela Livina deverá mesmo ser suprida pelo SUV compacto Kicks, que deverá ser fabricado no Rio de Janeiro.

 
 
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E a SsangYong?

Ao contrário da Mahindra, a sul-coreana SsangYong não deixou de vez o país, mas digamos que a marca anda na corda bamba por aqui. O AUTOO entrou em contato com uma concessionária da marca localizada em São Paulo, onde também fica a sede da Districar, empresa responsável pela importação dos carros da marca. Um vendedor nos revelou que a SsangYong não está disponibilizando nenhum carro para venda devido à alta do dólar. “A gente está com algumas unidades paradas em Vitória (ES), mas esperando uma baixa no dólar para conseguir nacionalizar os carros. Com a moeda nesse preço os modelos ficariam caros demais, o que inviabiliza a venda”, revelou.  

César Tizo

César Tizo |