Projetista da F1 quer reduzir pela metade o peso dos carros

Gordon Murray apresenta nova versão de seu sistema de produção iStream
Acima o conceito iStream Superlight criado pela Gordon Murray Design

Acima o conceito iStream Superlight criado pela Gordon Murray Design | Imagem: Divulgação

Gordon Murray é o típico profissional em que a reputação o precede. Responsável pela criação do bólidos da equipe Brabham de Fórmula 1, onde permaneceu de 1973 a 1985, foi Murray que concebeu os modelos BT49 e BT52 que conduziram Nelson Piquet a dois de seus três títulos de campeão na principal categoria do automobilismo. 

No mundo dos carros de rua, Murray também desenvolveu o McLaren F1, automóvel que foi o mais rápido do mundo por um bom tempo e até hoje permanece com um ícone entre os supercarros por suas ousadias técnicas.

Agora uma das empresas do aclamado projetista, a Gordon Murray Design, apresentou a versão mais recente de seu sistema iStream Superlight, uma nova forma de produzir os veículos que promete uma redução de 50% no peso do automóvel bem como ganhos em durabilidade, comportamento dinâmico, segurança e nível de emissões.

Para isso, o iStream adapta padrões construtivos da F1 para os carros convencionais e combina uma estrutura de alumínio de alta resistência com painéis de carroceria fabricados com compósitos avançados de fibra de carbono. A versatilidade também é outro ponto alto do novo sistema de fabricação proposto pela empresa.

De acordo com a Gordon Murray Design, o chassi iStream Superlight pode ser adaptado para diversos segmentos de automóveis, indo desde superesportivos até carros urbanos compactos e ultra-eficientes com propulsão elétrica. Utilitários comerciais leves e até mesmo SUVs também podem ser construídos sobre essa base. Logo, para uma fabricante automotiva, isso significa uma grande redução nos custos de desenvolvimento uma vez que não precisa criar plataformas específicas para determinados modelos.

Além da metade do peso de um carro construído da maneira tradicional, o novo sistema de produção, segundo o professor Murray, traz “novos ganhos em termos de rigidez torcional”. As propriedades anticorossivas do conjunto também são superiores em relação ao aço aplicado nos carros atuais. Vamos torcer para que o trabalho de Murray ganhe as ruas.