Regulamentado em abril de 2016, mas chegando ao mercado apenas no início deste ano, o chamado “seguro popular” tem a missão de popularizar a cobertura para um número maior de clientes, que hoje não conseguem contratar um seguro devido ao preço elevado.

De acordo com a seguradora Tokio Marine, atualmente o Brasil conta com uma frota em circulação de 45 milhões de veículos e cerca de 40% desse total conta com a cobertura de um seguro.

Um dos principais diferenciais do seguro popular – e que permite um preço mais competitivo – foi uma mudança nas regras que permite o uso de peças não originais, genéricas ou de reposição novas do mercado alternativo, conhecidas como “novas compatíveis”. Mesmo assim, quando o conserto envolver peças ligadas à proteção do veículo, como o sistema de freios, suspensão, cintos de segurança e air bag, o conserto continuará sendo feito com as mesmas peças do seguro tradicional.

De acordo com a maioria das seguradoras, a obrigatoriedade do uso de peças originais nos seguros tradicionais é o que mais colabora para o aumento do preço da cobertura, o que afeta em especial os veículos acima dos cinco anos de uso.

Além de ficar protegido, a vantagem do seguro popular é oferecer grande parte das comodidades de um seguro convencional, como a assistência 24 horas, dentre outros.

Na Tokio Marine, o “Auto Popular Tokio Marine” como é chamado o produto, é oferecido no valor a cobertura de colisão e incêndio para danos totais ou parciais e assistência 24h completa. Nesta configuração inicial o seguro pode ficar até 50% mais barato do que os seguros tradicionais. Como opcionais, a seguradora disponibiliza ainda a cobertura compreensiva (roubo e furto, colisão e incêndio), danos a terceiros (RCF-V materiais e corporais), acidentes pessoais de passageiros (APP), além das diversas opções de carro reserva e serviços de vidros, que incluem até reparo de para-choque e arranhões na pintura, entre outros benefícios. A seguradora Azul também oferece planos e pacotes semelhantes.

A Bidu Corretora revelou nesta semana um interessante cálculo que mostra a diferença no preço do seguro tradicional para o seguro popular considerando alguns dos modelos mais vendidos do país, entre novos e usados.

Para o levantamento, a corretora considerou um homem de 35 anos, casado, sem filhos, com garagem na residência e no trabalho e morador da cidade de São Paulo.

No caso do Volkswagen Gol, a diferença mais significativa. Para segurar o hatch compacto, nosso personagem iria gastar R$ 3.345 em um seguro convencional, preço que caiu para R$ 2.385 no caso do seguro popular, portanto uma diferença de R$ 960.

Considerando um Chevrolet Celta, o valor para um seguro convencional ficou em R$ 2.611, enquanto na modalidade do seguro popular o valor é de R$ 2.029. Para um Ford Ka, o seguro tradicional ficou em R$ 2.355, já o popular exige um investimento de R$ 1.816. Por fim, para um Renault Clio, o seguro tradicional custaria R$ 2.463 ou R$ 2.108 caso o proprietário optar pela modalidade popular.

Vale destacar que os preços dos seguros variam muito dependendo do modelo do carro, localização, perfil do proprietário e de uso do veículo, dentre outros. Por isso é sempre bom conversar com um corretor de seguros para analisar o melhor tipo de produto.

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César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

César Tizo | http://www.jcceditorial.com.br/