União Europeia pode atrasar acordo entre Fiat-Chrysler e Peugeot-Citroën

Para evitar formação de monopólio, comitê europeu pode entregar um parecer sobre a fusão das empresas apenas em outubro
A fusão FCA-PSA dificilmente não afetará fábricas e empregos em excesso

A fusão FCA-PSA dificilmente não afetará fábricas e empregos em excesso | Imagem: Montagem sobre divulgação

A fusão entre a FCA (Fiat-Chrysler) com a PSA (Peugeot-Citroën) foi anunciada em outubro do ano passado. Até o momento, no entanto, o acordo entre os dois grandes grupos europeus ainda não foi concretizado. Além das questões legais e da viabilização dos negócios, as empresas precisam do aval da União Europeia para efetivar a junção.

A Comissão Europeia já está estudando o pedido de fusão entre as duas empresas, mas, de acordo com o Automotive News Europe, um parecer a respeito, seja ele positivo ou negativo, pode demorar. O comitê europeu estuda se a fusão de FCA e PSA irá criar um monopólio. Em caso positivo, pode negar a junção ou pedir que as empresas se desfaçam de alguns de seus negócios antes.

As preocupações da Comissão Europeia já teriam sido informadas para FCA e PSA e os grupos poderiam ter entregado um acordo prévio para resolver as questões, o que não aconteceu. Assim, será dado início a uma investigação mais profunda, chamada de “fase 2”, que deve esmiuçar ainda mais os negócios de ambos os grupos. Assim, o parecer da comissão deve chegar apenas em outubro.

Porém, fontes ouvidas pela publicação afirmam que tanto a FCA quanto a PSA mantiveram a previsão de término do processo de fusão para o primeiro trimestre de 2021. Analistas apontam que as principais preocupações da Comissão Europeia são relativas aos segmentos de subcompactos e SUVs pequenos, onde, combinadas, as empresas teriam 65% de mercado.

De acordo com a Automotive News Europe, no caso do acordo FCA-PSA, não está claro como a União Europeia levará em consideração a demanda em queda para o setor automotivo na região devido à pandemia da Covid-19. Os reguladores costumam tentar prever as vendas futuras das empresas, antecipando como a fusão pode prejudicar rivais, fornecedores e clientes.

Jeep Compass na linha de produção da fábrica de Melfi, Itália
Jeep Compass na linha de produção da Fiat Chrysler em Melfi, Itália
Imagem: Divulgação
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