O aumento da insegurança nas ruas do Brasil levou o número de carros blindados a um novo recorde. Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), no ano passado 7.332 veículos receberão a proteção, volume 5,86% superior ao de 2009, quando 6.926 automóveis ganharam os componentes extras à prova de balas. “O levantamento mostra que a blindagem vem se descentralizando do eixo Rio-São Paulo, consequência do aumento da violência em outras capitais do País. Tal fato, somado à melhora na economia, resultou no número recorde de blindagens", explica Christian Conde, presidente da Abrablin, em comunicado à imprensa.

De acordo com a instituição, São Paulo segue na liderança entre os estados que mais blindam veículos, com 66% de participação. O Rio de Janeiro aparece em segundo, com 20%, seguido por Pernambuco e Paraná, com 3% e 2%, pela ordem. Os outros 9% estão distribuídos entre Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul. O levantamento envolve 31 empresas blindadoras filiadas a Abradlin, que representam cerca de 75% da produção total de veículos do gênero no Brasil.

A blindagem mais aplicada em carros no país é a de nível III-A. “É o mais adequado a atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra ameaças de armas curtas de fogo, como revólveres, pistolas e submetralhadoras”, aponta Conde.

A lista dos carros mais blindados do Brasil tem o Toyota Corolla na ponta – posto que ocupa de 2004 -, seguido dos modelos Hyundai Santa Fe, Land Rover Freelander e Hilux SW4. A pesquisa da Abradlin também aponta que 65% dos consumidores de carros com proteção balística são homens. Desse grupo, 22% estão na faixa etária entre 50 e 59 anos. A entidade também aponta que os principais consumidores do ramo são executivos, artistas, juízes e políticos.

Thiago Vinholes

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