Uma das primeiras constatações a que chegou a GM após quase falir é que faltava à montadora uma marca global. Com tantas grifes no portfólio, ficou impossível saber quem era quem. Opel, Pontiac, Saturn, Holden, Chevrolet? Dependendo do mercado, um modelo poderia ser de uma de outra, mas a partir de agora existe um nome mundial para a GM: Chevrolet.

Não é à toa que a marca amplia como nunca sua presença na Europa, apesar da Opel. A GM sabe que um marca global significa ganho de escala, produtos melhores e mais baratos. Por isso nada menos que quatro modelos foram lançados no Salão de Paris, um deles uma reestilizaão, o Captiva, e três estréias inéditas, o Cruze  hatch, o compacto Aveo e a minivan crossover Orlando.

Os três últimos serão vendidos em outras partes do mundo como o Brasil, no caso do Cruze e do Orlando. Mas, nesse caso, o que vale é o visual já que componentes e alguns equipamentos não visíveis serão adaptados à realidade de cada mercado.

O plano é realmente sensato e a GM tem nas mãos bons e atraentes carros. O Cruze, desenhado na Coreia e já à venda em vários países na versão sedã, é elegante, bem acabado e com bom espaço interno e a versão hatch tem um porte que lembra o do Focus vendido hoje no Brasil. O hatch Aveo surpreende pela inspiração que a montadora escolheu: motos, por isso os faróis circulares separados e o painel com grandes mostradores circulares.

Já o Orlando parece uma sacada genial. Tem formato e praticidade de uma minivan, mas sua aparência e agressiva e robusta, quesito que tem agradado demais hoje o consumidor, sobretudo as mulheres. Tudo isso na esperança de dobrar sua participação na Europa nos próximos cinco anos.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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