São 90 anos de história de uma das marcas mais conhecidas e inovadoras do mundo. A francesa Citroën, na contramão do setor automobilístico, está investindo em mudanças não só visuais, mas de conceito.

A marca apresentou ontem a nova programação visual, que mexeu até com o conhecido “chevron”, que lembram dois “bumeranges” consecutivos. O logo passou a ser mais curvo e espesso. Mas isso é apenas a ponta do iceberg. A Citroën quer a partir de agora focar no conceito da “tecnologia criativa”, ou seja, ser a marca mais ousada e inventiva do mercado, perfil, aliás, que ela já apresenta há um certo tempo.

Para marcar essa nova fase, a empresa repaginará cerca de 8 000 concessionárias – cerca de 130 no Brasil – em que se concentrará em um atendimento mais próximo do cliente.

DS, uma nova linha de veículos

A grande novidade, no entanto, virá sobre quatro rodas: uma nova linha de modelos que conviverá com a série “C” atual. Trata-se da família DS, em alusão ao modelo clássico dos anos 1950 (que acaba de ser eleito o carro mais belo já desenhado por um júri composto de designers famosos). Serão três modelos: DS3, DS4 e DS5, o primeiro um compacto, o segundo, um sedã grande, e o terceiro, um sedã de luxo para brigar com o Mercedes-Benz Classe E, entre outros.

A explicação da marca para a nova linha é curiosa. Serão modelos bem equipados, porém, baratos, o que ela chamou de “veículos anti-crise”. Os novos carros serão lançados nos próximos três anos e serão acompanhados pela nova geração do C3 e do C4.

Irracional ou visionário, o projeto da Citroën só poderá ser julgado na próxima década.

Ricardo Meier

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