Novo Civic 2017: redenção da marca após geração decepcionante Novo Civic 2017: redenção da marca após geração decepcionante
Perfil cupê enfatiza esportividade Perfil cupê enfatiza esportividade
Painel está mais simples Painel está mais simples
Espaço interno cresceu Espaço interno cresceu
Versão americana tem até ajuste elétricos nos bancos Versão americana tem até ajuste elétricos nos bancos
Civic abandonou o freio de estacionamento manual por uma opção elétrica Civic abandonou o freio de estacionamento manual por uma opção elétrica
Central multimídia pode se conectar com o CarPlay e Android Auto Central multimídia pode se conectar com o CarPlay e Android Auto
Adeus painel de dois andares: agora o cluster é convencional Adeus painel de dois andares: agora o cluster é convencional
Traseira do novo Civic Traseira do novo Civic
Rodas têm desenho esportivo, mas sem exageros Rodas têm desenho esportivo, mas sem exageros
Faróis mesclam vários tipos de LEDs Faróis mesclam vários tipos de LEDs
 
 

Uma virada no jogo digna de filme de ação. A nova geração do Civic (10ª na história do carro) promete ser tudo aquilo e mais do que sua antecessora deixou de ser há quatro anos. A Honda divulgou as primeiras informações do modelo na semana passada, assim como algumas imagens oficiais, incluindo o interior do carro.

Desde 2006 não se via algo tão surpreendente na marca japonesa. Depois de lançar em 2011 a 9ª geração visando apenas economia e simplicidade e acusar o erro na estratégia, a Honda agora se redime com um veículo atraente, moderno, mais espaçoso e tecnológico.

Agora sobre uma nova plataforma que permitiu aumentar suas dimensões e ainda reduzir peso (mais de 30 kg na versão americana), o Civic está um pouco mais baixo, com uma posição de dirigir mais esportiva (2,5 cm mais baixa) e carroceria mais rígida e aerodinâmica.

Batizado com o sobrenome ‘Touring’, o sedã ganhou uma curvatura de cupê e estilo único que abusa de LEDs e detalhes cromados. Os faróis, por exemplo, não tem os canhões tradicionais, apenas luzes de LEDs que conferem um visual futurista ao carro.

A Honda revela que o Civic passará a ter os equipamentos da suíte ‘Sensing’, que reúne sensores como frenagem de emergência e controle de cruzeiro adaptativo que funciona em vias congestionadas.

O sedã também estreará dois novos motores, um 2.0 aspirado i-VTEC para as versões de entrada, com opção de câmbio manual de 6 marchas e CVT. Já as versões mais equipadas terão o aguardado motor 1.5 turbo com injeção direta oferecida apenas com transmissão CVT (marchas continuamente variáveis). A marca, no entanto, optou por guardar os dados para o lançamento do modelo.

Interior aquém

Se no exterior, o novo Civic mostrou uma evolução sem precedentes, por dentro a sensação é de que faltou algo mais. Ao menos nas fotos, o desenho do painel é bem previsível e sem o uso de materiais que passem uma impressão mais sofisticada.

Como já revelavam fotos de segredo, a marca registrada do Civic nas duas últimas gerações, o painel de dois andares, foi abolido em favor de um cluster tradicional, agora dividido em três conjuntos, dois laterais para temperatura e combustível, e outro central e circular que abriga o conta-giros e o velocímetro, todos digitais.

No lugar das duas telas de LCD, o novo Civic exibe uma central de 7 polegadas sensível ao toque e que é compatível com o Android Auto e o CarPlay. Por outro lado, a partida e freio de estacionamento passaram a ser elétricos.

O volante, outro ponto alto da consagrada 8ª geração, também deixou a desejar. É maior, com comandos satélites parecidos com os atuais e três raios. Não se notam borboletas na versão americana, mas é algo bem provável de continuar a existir na versão brasileira.

A Honda diz que o Civic agora virá equipado com ar-condicionado de duas zonas de série a partir da versão EX-L, e freio elétrico em todas as versões (algo parecido com o HR-V).

Expectativa positiva

Apesar de algumas opções discutíveis da Honda, como o câmbio CVT no lugar de uma transmissão mais esportiva como de dupla embreagem ou mesmo automática tradicional, o novo Civic tem tudo para cair nas graças do consumidor brasileiro quando chegar aqui no segundo semestre de 2016.

Assim como a rival Toyota, também a Honda goza de um prestígio elevado junto aos clientes, que costumam comprar seus carros mesmo que eles não sejam os mais avançados do mercado. No caso do novo Civic, a situação será bem mais favorável já que se depender do design e da tecnologia em geral, o carro está novamente acima da expectativa.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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