Se até 2014 a única ameaça ao Ford EcoSport era o Renault Duster, e mesmo assim fechou o ano como líder, em 2015 a coisa ficou bem mais complicada. Ele viu a chegada de novos SUVs compactos que rapidamente colocaram o segmento como desejo do público.

O Honda HR-V se tornou líder, o Jeep Renegade vem ganhando terreno e até o Duster passou por uma reestilização para não ficar muito atrás. Mas e o Eco? Para a linha 2016, ele acordou e veio com mudanças mecânicas e na oferta de versões e valores.

O cliente quer, a Ford fez

A principal novidade é a inclusão do câmbio PowerShift e do motor 1.6 Ti-VCT de 126/131 cv, mesmo conjunto do New Fiesta, mais potente que o Sigma 1.6, de 110/115 cv, que fica em linha para as versões SE e Freestyle com câmbio manual.

Com preço inicial de R$ 71,9 mil (para pessoa física), agora o EcoSport se coloca como opção mais acessível com câmbio automático dentro do seu segmento. Como referência, o Honda HR-V assim custa a partir de R$ 77,4 mil, e o Jeep Renegade, R$ 76,9 mil.

Abaixo, as versões, preços e equipamentos do EcoSport 1.6 PowerShift:

SE Direct 1.6 PowerShift – para pessoa jurídica ou com deficiência para compra com desconto e isenção de impostos - (R$ 68.890): ar-condicionado; direção elétrica; vidros dianteiros elétricos; rodas de aço aro 15″; faróis de neblina; controles de estabilidade e tração; assistente de partida em rampas; piloto automático; espelhos retrovisores com pisca integrado; computador de bordo; sistema multimídia SYNC com Applink, Bluetooth, USB, CD, assistência de emergência e comando de voz; My Key e volante multifuncional.

SE 1.6 PowerShift (R$ 71.900): acréscimo de rodas de liga leve aro 15″.

Freestyle 1.6 PowerShift (R$ 76.900): vidros elétricos com abertura e fechamento global; sensor de estacionamento traseiro e acabamento da grade frontal, rodas e retrovisores com pintura na cor cinza.

Freestyle 1.6 PowerShift Plus (R$ 80.300): airbags laterais e bancos revestidos de couro.

Mercado e participação

O marketing da Ford fez questão de mostrar que, mesmo com a queda nas vendas de automóveis e o aumento do segmento de SUV compacto, o EcoSport manteve sua participação em geral, com pouco mais de 1%.

Com a nova versão, a meta da marca não é chegar à liderança, principalmente com a grande diferença entre o Eco e o HR-V, mas sim manter a sua participação e a segunda colocação – só isso é um desafio já que até o Duster anda vendendo mais que o Ford.

Na prática, é assim

O EcoSport mantém a boa calibração da suspensão, com nível de conforto e estabilidade dentro do padrão do seu segmento. O projeto, embora recente, envelheceu rapidamente em detalhes, como os plásticos do acabamento, simples se comparados com os concorrentes HR-V e Renegade, e falhas nos encaixes e rebarbas em pequenos detalhes, mas que já podem causar uma má impressão ao comprador. Apesar destes defeitos, a posição de dirigir, elevada, é confortável, e o mesmo podemos dizer sobre o espaço interno.

A central SYNC, mesmo com o comando de voz, requer uma familirização para ser operado, pela grande quantidade de botões e a falta dos comandos por toque na tela. Tem diversas funções, mas é confusa para os novatos – a Ford já deveria ter padronizado o Eco com a central SYNC 2, com tela LCD.

O motor Ti-VCT tem mais força que o Sigma, o que deixou o SUV mais ágil, mas nada drástico. Em subidas, por exemplo, ainda pede mais acelerador e o câmbio responde com a redução de uma e até duas marchas, que gera mais barulho no interior do carro. Para uso urbano, é um bom carro, mas que na estrada vai exigir mais paciência e um bom entendimento com a transmissão.

O consumo, segundo a Ford e a etiquetagem do Inmetro, é de até 12,1 km/l na estrada, com gasolina, e 10,2 km/l em circuito urbano. Com etanol, 8,3 km/l e 7,2 km/l, respectivamente.

A linha completa

Com a novidade, o EcoSport se coloca como a linha mais completa entre os SUVs compactos. A versão SE, básica, com o motor 1.6 Sigma e câmbio manual, custa R$ 65,9 mil, chegando á versão Titanium 2.0 PowerShift, aos R$ 85,9 mil, além da opção de tração integral com câmbio manual de seis marchas.

Sem dúvida, um portfólio vasto, mas que hoje não se traduz em liderança mais. Certamente, a linha 2017 do EcoSport terá de sacar mais novidades se quiser se manter relevante nesse mercado em que já foi o rei.

 
 
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Redação

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