Sempre quando alguma montadora vai lançar um carro novo, a expectativa a cerca do modelo que chegará às lojas é sempre grande. Enquanto muitas vezes todos anseiam por um modelo pelo menos melhor do que a maioria de seus concorrentes diretos, algumas vezes o que recebemos mesmo é um belo balde de água fria... 

Foi pensando nisso que elaboramos uma lista com alguns modelos que representam bem esse tipo de situação. Lembrando que você pode pesquisar números de venda sobre eles em nossa seção “os carros mais vendidos no Brasil nos últimos anos” presente em nosso ranking. Então vamos ao levantamento! 

Chevrolet Agile

Projeto gestado na década passada para ser uma resposta da marca norte-americana à fatia de mercado ocupada pelo Volkswagen Fox, o “projeto Viva” como era chamado até então foi amplamente alardeado pela GM e todos esperavam um modelo bem interessante à época. Dele resultou o Agile, que logo de cara não agradou por apresentar desde falhas ergonomicas simples até o desempenho nada agrádavel que ele entregava com motor 1.4. O acabamento também não caiu no gosto do brasileiro, porém é inegável que o carro já antecipava uma tendência vista nos hatches compactos mais modernos, no caso o bom espaço interno e um porta-malas de 327 litros, melhor do que muitos modelos que ocupam a categoria atualmente. A curta vida do Agile durou de 2009 até 2014, sendo substituído pelo bem melhor resolvido Onix.

Renault Symbol

O Symbol nada mais foi do que uma tentativa da Renault de “revitalizar” o Clio Sedan e, com isso, ganhar mais competitividade no importante segmento dos sedãs compactos. Só que na verdade o Symbol não passava do mesmo Clio Sedan apenas com uma nova carroceria. O espaço interno acanhado sobretudo no banco traseiro, algo nada desejável em um carro de apelo familiar, bem como a dirigibilidade nada correta fez os consumidores se afastarem do modelo. Sua trajetória no mercado brasileiro durou apenas quatro anos exatos, indo de março de 2009 a março de 2013.

Peugeot Hoggar

O Peugeot Hoggar foi outro modelo que durou apenas quatro anos no Brasil. Sua produção foi de maio de 2010 a julho de 2014. A ideia do projeto era interessante, no caso trazer para o disputado segmento de picapes compactas a expertise do grupo PSA no segmento de veículos utilitários, do qual é líder na Europa, com desenvolvimento de um produto específico para nosso mercado. O “problema” foi que a Peugeot aqui no Brasil não tinha uma base muito adequada para dar vida a essa nova picape. A saída, então, foi mesclar a arquitetura do 206 (que foi apenas adaptada para o 207 nacional) com alguns elementos emprestados de modelos mais parrudos como a van comercial Boxer que conferissem mais robustez para a suspensão traseira. Apesar de entregar, naquela época, a melhor caçamba da categoria em termos de espaço e capacidade de carga, o Peugeot Hoggar não agradou o público de frotistas ou empresas que precisam de um modelo para carga. Talvez o preconceito do mercado envolvendo a durabilidade e falhas mecânicas nos carros da marca colaborou com esse fato.

Conversíveis: Renault Mégane CC, Volkswagen Eos

Não podemos generalizar, uma vez que o Peugeot 307 e o 308 em suas carrocerias cabriolet até que conseguiram uma boa aceitação no mercado, porém, apesar de nosso clima tropical e todas as belezas naturais, os problemas com segurança impedem que os arrojados e charmosos esportivos proliferem por aqui. É por esse motivo que muitas vezes excelentes modelos como o Volkswagen Eos e o Renault Mégane CC não tornaram as ruas brasileiras mais belas.

Chery Celer

Ele chegou por aqui importado da China e atualmente é fabricado no Brasil. Antes uma grande aposta da Chery para nosso mercado, o Celer ainda não foi bem aceito pelo público brasileiro apesar da evolução que já mostra frente aos primeiros chineses que desembarcaram por aqui. E janeiro a maio deste ano, pasmem, o Celer emplacou apenas 155 unidades, uma média de apenas 31 carros ao mês vendidos. Sua variante sedã registra um desempenho ainda menor, com 107 unidades emplacadas nos cinco primeiros meses de 2017.

 
 
Volkswagen Fusca 2016
 
Volkswagen Fusca 2016
Volkswagen Fusca 2016
Volkswagen Eos 2009
 
Volkswagen Eos 2009
Volkswagen Eos 2009
Hyundai i30 CW 2010
 
Hyundai i30 CW 2010
Hyundai i30 CW 2010
Chevrolet Agile 2014
 
Chevrolet Agile 2014
Chevrolet Agile 2014
Renault Symbol 2012
 
Renault Symbol 2012
Renault Symbol 2012
Renault Mégane Coupe Cabriolet 2008
 
Renault Mégane Coupe Cabriolet 2008
Renault Mégane Coupe Cabriolet 2008
Nissan Tiida Sedan 2012
 
Nissan Tiida Sedan 2012
Nissan Tiida Sedan 2012
Peugeot Hoggar 2011
 
Peugeot Hoggar 2011
Peugeot Hoggar 2011
Chery Celer 2015
 
Chery Celer 2015
Chery Celer 2015
Hyundai Veloster 2011
 
Hyundai Veloster 2011
Hyundai Veloster 2011
 
 

Chevrolet Malibu

Era para o Chevrolet Malibu fazer frente ao Ford Fusion por aqui, mas a história não foi bem assim. Carente de um sedã de grande porte desde o fim da importação do Omega ao mercado, a GM apostou no Malibu para rivalizar com o concorrente da Ford. Só que importado dos EUA, o Malibu não conseguiu sustentar um preço competitivo frente ao mexicano Fusion. Com isso, o Malibu foi oferecido por aqui somente por dois anos, de 2010 a 2012, abrindo caminho para que o Ford Fusion se consolidasse na liderança desse segmento de mercado. 

Nissan Tiida Sedan

Não é muito difícil explicar porque o Nissan Tiida Sedan passou longe da preferência dos brasileiros. Apesar do bom espaço interno e o porta-malas generoso, o visual “exótico” do Tiida Sedan jogava contra o modelo. Ele figurou nas lojas só de 2010 a 2012, quando o Versa já despontava para o segmento como uma opção mais agradável ao olhar.

Volkswagen Fusca

Só 55 unidades do novo Fusca ganharam as ruas do Brasil de janeiro a maio deste ano, sinalizando que, apesar de toda a força do nome Fusca, talvez as pessoas já não estão querendo mais tantos resgates do passado como foi a época de Chrysler PT Cruiser e tantos outros modelos.

Hyundai i30 CW

A versão “crossover wagon” derivada da primeira geração do Hyundai i30 foi uma das vítimas do crescimento dos SUVs e a consequente procura cada vez menor das “peruas”, minivans e afins. Ele foi comercializado no Brasil somente de 2010 a 2011, quando a importação foi suspensa pela baixa procura que registrava no país.

Hyundai Veloster

Ele chegou com a panca de carro moderno e arrojado, com a propaganda de suas célebres três portas, mas toda a esportividade que o visual sugeria tinha um fim quando o motorista pisava no acelerador. Sem um desempenho coerente com sua proposta, o Veloster não empolgou os interessados a pagarem quase R$ 100.000 por ele. A importação durou de 2011 a 2014.

César Tizo

O "Guru dos Carros", César Tizo se juntou ao time este ano e está à frente dos portais AUTOO e MOTOO. É o expert em aconselhar a compra de automóveis

César Tizo |