A sequência de crossovers apresentados ultimamente – Mazda CX-5, Peugeot SXC, Audi Q3 e um possível substituto do Fiat Bravo, só para citar os últimos – não é à toa. A indústria automotiva precisa atender as exigências ambientais do século 21 e investirá mais em carros pequenos que buscam oferecer o mesmo status, espaço e desempenho dos grandes. Mas tal esforço talvez demore em ser reconhecido.

Um estudo divulgado pela tradicional Consumer Reports mostra que 56% dos compradores querem que o próximo carro seja do mesmo tamanho do seu automóvel atual, enquanto 25% mostram intenção de diminui-los na compra seguinte. Menos mal é que 19% desejam trocar o presente modelo por um maior. A pesquisa envolveu 911 norte-americanos.

Considerando o fator idade, os mais velhos são aqueles que pretendem manter o tamanho de seus carros, enquanto aqueles com entre 18 e 34 anos buscarão automóveis maiores quando puderem.

“Apesar da consciência comum em reduzir custos operacionais de veículos, nem todos querem reduzir o tamanho. Muitos jovens condutores têm os veículos mais antigos, e como suas carreiras crescem há uma ambição natural de ter um carro novo  que seja mais confortável e seguro, o que frequentemente significa partir de um carro pequeno para um sedã de porte médio ou outro veículo", explica Jeff Bartlett, vice-editor da Consumer Reports.

Entre as razões para diminuir o tamanho do veículo, estão melhorar consumo de combustível (92%), menor manutenção e custos de reparo (71%), consciência ambiental (67%), melhorar confiança (67%), menor preço de compra (65%), não precisar de passageiros/espa~ço para carga (61%), melhorar segurança (59%) e não necessitar de muita potência (54%).

Já entre os motivos para ter um automóvel maior, foram citados necessidade de espaço para mais passageiros (80%), melhora de conforto (72%), melhora de segurança (66%), mais confiança (60%), melhora no consumo (55%) e menor manutenção e gastos com reparo (50%).

Rodrigo Mora

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