A Fiat pode “matar dois coelhos com uma cajadada só”, como diz o antigo ditado. A recente união com a Chrysler vem sendo analisada nos últimos meses em busca de oportunidades no mercado e uma delas parece ter ficado clara, a produção na Argentina da picape Dakota, da Dodge.

A estratégia é tão favorável que até o presidente da marca italiana no país vizinho reconheceu que pode estar aí o primeiro fruto da parceria. Por um lado, a Chrysler sofre com a queda nas vendas nos Estados Unidos e por outro, a Fiat busca há tempos a chance de produzir uma picape média na América do Sul, um segmento muito disputado e que ganhará a companhia da Volkswagen até o final do ano.

Depois de tentar desenhar sua própria picape com base num veículo da indiana Tata, a Fiat desistiu por conflitos de interesses. Agora, com a Dakota, a fabricante de Betim pode ter em pouco tempo um modelo competitivo e conhecido.

Apesar disso, não se espera uma Fiat Dakota e, sim, um trabalho de distribuição e venda da Fiat com a marca Dodge. No entanto, para competir em igualdade de condições, a picape precisará de uma linha de motores diferente já que nos Estados Unidos ela usa motores V6 e V8 a gasolina de consumo alto. No Mercosul seria preciso um motor diesel (que a Fiat já produz) e, quem sabe, um quatro cilindros a gasolina ou flex num futuro breve.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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