Se ainda não causou uma pandemia, a gripe A, também conhecida como gripe suína, já fez estragos em um setor. Os carros importados do México para o Brasil tiveram uma queda de mais 70% nas vendas entre janeiro e abril.

Com isso, interromperam uma seqüencia de alta motivada pelos preços mais baixos de produção no país e pela ausência de impostos de importação. De maneira geral, quase todas as seis marcas que trazem veículos de lá tiveram redução nos estoques. A exceção são a Honda e a Chevrolet, que continuam vendendo os crossovers CR-V e Captiva nos mesmos volumes do começo do ano.

A Volkswagen, que traz o New Beetle, Jetta e Bora, perdeu 80% das vendas no mês passado. A fábrica de Puebla, por exemplo, foi fechada por duas semanas mas a VW alegou falta de demanda dos Estados Unidos. A Nissan foi outra que parou a linha de produção dos sedã Sentra e do hatch Tiida. O resultado foi que este mês apenas 240 veículos foram emplacados contra 1 498 em janeiro.

A Chrysler, por sua vez, teve até navio retido no porto para inspeção sanitária. Com isso, a lista de espera pela picape Ram aumentou. Já a Ford, que traz apenas o sedã Fusion do México, acaba de lançar sua nova versão, o que explica em parte a queda nos seus emplacamentos.

Ricardo Meier

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