O Volvo C30, de fato, é um carro injustiçado. Referência em dirigibilidade, o hatch de ascendência sueca fabricado na Bélgica também é confortável, bem equipado, estiloso e detentor de uma relação custo/benefício rara entre os importados de luxo. Ainda assim, não vende: até maio, foram apenas 199 emplacamentos, bem atrás de BMW 118i e Audi A3, seus concorrentes. Vende menos até que o Audi A1, que agora, segundo a própria Volvo, virou rival do C30 por conta da faixa de preço semelhante. Na tentativa de reverter essa injustiça e dobrar suas vendas no Brasil, a Volvo reduziu seu preço, que caiu de R$ 85.390 para R$ 79.990.

De série, o C30 traz ar-condicionado digital, bancos em couro, sistema de premium com oito alto-falantes, CD player com entrada para iPod e USB, volante com comandos do rádio, airbag duplo e laterais, ABS com EBA, controle de tração e estabilidade, rodas de 17 polegadas e faróis de neblina. Sob o capô, um motor 2.0 de 145 cv e 18,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual de cinco velocidades. Com transmissão automática, o C30 vai a R$ 86.990. A versão T5 de 230 cv, custa R$ 109.900, ou R$ 122.200 com o pacote R-Design.

Rodrigo Mora

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