A bem da verdade, não é a primeira vez que a Lamborghini está oficialmente no Brasil – logo após abertura das importações no país, no início da década de 1990, o grupo Gandini, hoje à frente da Kia, chegou a representá-la -, mas é como se fosse.

Nesta quinta-feira, a marca italiana abre sua primeira loja brasileira e, como não poderia deixar de ser, na Avenida Europa, região dos Jardins, em São Paulo, famosa pelo comércio de luxo.

E, por incrível que pareça, o atual representante é o mesmo que vende no país a marca mais desafeta da Lamborghini: a Ferrari, cuja história está ligada ao seu nascimento. Ferrucio Lamborghini, na época um próspero fabricante de tratores e dono de uma Ferrari, resolveu produzir esportivos depois que Enzo Ferrari fez pouco das queixas de seu exemplar.

A Via Itália até mudou a loja da Ferrari e da Maserati para a avenida Brasil para manter as duas rivais à distância. Apesar do otimismo com o mercado, a Lamborghini venderá apenas um modelo, por enquanto. É o LP-560-4, evolução do Gallardo, o esportivo mais em conta da linha. Ele será vendido nas versões cupê e spyder (conversível) com preços de R$ 1,5 milhão e R$ 1,7 milhão, respectivamente. A meta para 2009 é de 12 unidades vendidas – já em 2010, de apenas 20 carros.

Nova fronteira do luxo

A vinda da Lamborghini não é uma surpresa. Com a crise financeira atingindo os principais mercados do primeiro mundo, a saída para as marcas luxuosas foi investir em países cuja classe A está em expansão. È o caso do Brasil. Além da Lamborghini, Bentley e Aston Martin já tem estreia prevista. E quem já chegou não tem do que reclamar: a Mini e a Smart têm lista de espera pelos seus pequenos e a BMW vende como nunca no país.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/