No tempo em que as carruagens puxadas por cavalos eram o principal meio de transporte, o engenheiro alemão Carl Benz propôs uma solução a tração animal ao patentear em 26 de janeiro de 1886 o primeiro veículo motorizado moderno em Mannheim. Trata-se de um “triciclo”, como consta na patente, e seu motor monocilíndrico a gasolina gerava ínfimo 0,8 cavalos de potência, que permitia ao carro atingir 18 km/h. Já a partida era feita por meio de uma manivela.

Basicamente uma evolução das carroças, o primeiro automóvel, chamado na época Benz Patent Motorwagen, era construído de madeira e sua direção, por exemplo, era uma haste. O acelerador e freio eram operados com as mãos e um pequeno banco carregava o motorista e um passageiro lado a lado. Sua produção em massa começou em 1888, mas, apesar da simplicidade do projeto, o produto era destinado somente a alta sociedade.

E também foi a bordo deste carro pioneiro que foi realizada a primeira viagem de automóvel por uma longa distância da história. Bertha Benz, sem o consentimento de seu marido Carl Benz, partiu com o veículo de Mannheim a caminho de Pforzheim, distante cerca de 100 km. A ação na época, considerada um feito notável, ajudou a popular o invento. Detalhe: a viagem durou três dias e duas noites.

E para comemorar a data, a Mercedes-Benz revelou a Aesthetics 125, uma escultura que simboliza, segundo a marca, seu DNA. Sua construção é feita em estereolitografia, processo que permite criar formas mais complexas. A cerimônia de apresentação do Aesthetics 125 contou com a presença da chanceler alemã, Angela Merkel, além do CEO da Daimler, Dieter Zetsche.

Thiago Vinholes

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