Hoje um em cada cinco Renegades vendidos no mundo é emplacado no Brasil. O modelo de entrada da Jeep, lançado em 2015, é vice-líder do segmento de SUVs, atrás apenas do Honda HR-V no acumulado do ano, mas tem reduzido a diferença nos últimos meses. Parece um cenário tranquilo, mas não é. O mercado de utilitários esportivos ganha concorrentes a toda hora e com preços e propostas variadas.

Para se preparar para essa nova onda, a Jeep segurou a linha 2017 por mais tempo do que o normal e resolveu mexer pouco mas focada em pontos onde o Renegade ficou, digamos, em desvantagem em relação a outros modelos. Por isso, o motor 1.8 flex foi o principal ponto aprimorado, mas não foi só. A marca também introduziu outra melhorias para torná-lo mais eficiente e também agradável de dirigir. De quebra, a Jeep preencheu a lacuna entre o Longitude flex e o Sport diesel com a inédita versão Limited 1.8 flex automática 4x2.

10% mais econômico

A Jeep ressaltou em sua apresentação o fato de o Renegade ter nascido de uma base ‘premium’, ao contrário de seus rivais diretos. Isso quer dizer que o SUV é o menor modelo que usa a atual plataforma – além dele temos a picape Toro e o irmão Compass. Seus concorrentes, ao contrário, são derivados de compactos como o Kicks (March e Versa) e HR-V (Fit e City). É um fato inegável, mas não necessariamente ruim. Esses veículos têm proposta urbana e apenas visual off-road, já o Renegade precisou manter a tradição e oferecer aptidões no todo-terreno mesmo que isso seja pouco utilizado no dia a dia.

Mais: a FCA, holding que controla a Jeep, teve a missão de reforçar o aspecto ‘premium’ da marca, o que significa dizer que o Renegade não podia escorregar em soluções baratas. Por essa razão, você encontra um acabamento mais esmerado em vários detalhes como no painel emborrachado e em molduras cromadas do interior, por exemplo – embora alguns deslizes ocorram como no revestimento do teto que facilmente se despreende das colunas.

O único ponto ‘comum’ do Renegade é mesmo o motor 1.8 flex EtorQ trazido da Fiat. Utilizado por carros compactos, o propulsor não é um sinônimo de eficiência e desempenho, ainda mais num carro que pesa quase uma tonelada e meia – o Kicks, peso leve do segmento, leva menos 300 kg nas ‘costas’.

Foi nele que a Jeep centrou fogo. Primeiro introduziu o VIS, um coletor de admissão variável, que permite aumentar a entrada de ar no motor e melhorar seu funcionamento, dependendo da necessidade. O resultado é um aumento de 7 cv que elevou a potência para 139 cv com etanol. Melhor é que o torque agora está disponível mais cedo e de forma mais regular. São 19,3 kgfm a 3.750 rpm, porém, 80% dele já surge a 2 mil giros.

Com mais energia, foi possível alterar as relações de marcha e mesmo o mapeamento de acelerador e do motor. Assim o conjunto trabalha com mais folga e em rotações mais baixas, beneficiando o consumo, até 10% inferior do que antes.

Para quem possa reclamar do desempenho mais brando, a Jeep respondeu com o botão ‘Sport’ no console central. Com ele, as trocas de marchas no modo automático são mais demoradas, atingindo rotações mais altas assim como o curso do acelerador passa a ser mais curto – você precisa tocar de leve nele para já sentir a resposta do motor.

 
 
Jeep Renegade 2017
 
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Jeep Renegade 2017
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Renegade Limited

O Renegade é como se fosse um SUV em dois: atua num segmento mais caro nas versões diesel e com isso compete com modelos premium equipados com motor a gasolina. E, na outra ponta, briga diretamente com os SUVs compactos flex. Entre eles, no entanto, há um ‘gap’ de R$ 15 mil entre o Longitude flex e o Sport turbodiesel. É nesse espaço que chega a versão Limited, apenas equipada com motor 1.8 EtorQ Evo, tração dianteira e transmissão automática de seis velocidades.

Por R$ 97.990, ela compete diretamente com o HR-V EX-L, que custa cerca de R$ 5 mil a mais. E não será difícil reconhecer o Renegade Limited nas ruas. Como é o único a ter a grade prateada (em vez do preto), o modelo chama a atenção por onde passa. Além desse detalhe, ele também recebeu apliques prateados em molduras e retrovisores além de compartilhar com a versão TrailHawk o teto pintado de preto.

O Limited também traz de série faróis de xenônio, retrovisor eletrocrômico, chave keyless, a tela digital de 7 polegadas no painel de instrumentos, bancos de couro e outro recurso para reduzir consumo, o sistema ‘Stop&Start’, que desliga o motor em paradas mais longas.

As demais versões receberam alguns itens novos de série como central multimídia (Sport diesel), bancos de couro (Longitude diesel) e Trailhawk (keyless e xenônio).

Com isso, os preços subiram um pouco, mas a Jeep garante que oferece mais que seus concorrentes (confira tabela no final do texto).

 

 

 

Jeep Renegade 2017 Limited 1.8 flex 4x2 automático

  • Resumo

    Preço

    R$ 97.990

    Categoria

    SUV compacto

    Rivais

    Honda HR-V, Nissan Kicks

    Vendas em 2016

    44,2 mil (até outubro)

  • Mecânica

    Motor

    1.8 16V flex

    Potência

    139 cv (E) / 135 cv (G) a 5.750 rpm

    Torque

    19,3 kgfm (E) / 18,7 kgfm (G) a 3.750 rpm

    Transmissão

    Automática, 6 marchas

  • Dimensões

    Medidas

    4,232 m de comprimento, 1,798 m de largura, 1,705 m de altura e 2,57 m de entre-eixos

    Peso

    1.469 kg

    Porta-malas

    273 litros

 

 

 

Mais agradável na condução

A versão flex do Renegade, se não é um arroubo de desempenho, agora está mais agradável de dirigir. O casamento motor+câmbio é bem sucedido e entrega uma condução suave e silenciosa. Alguns vão reclamar que preferem um carro mais ágil e pronto para ação, mas basta acionar a tecla Sport para ter um Renegade mais acordado. Já no dia a dia, o novo pacote mecânico combina muito mais com a suspensão bem acertada e o roda silencioso do SUV.

Ao contrário dos concorrentes, que são automóveis com um visual off-road, o Renegade lida com essa herança da Jeep, o que na prática significa um carro mais pesado e robusto que torna até mesmo a direção elétrica, normalmente leve, mais parruda.
Briga de foice

Com esse pacote para 2017, o Renegade se prepara para uma batalha no estilo ‘Game of Thrones’, o famoso seriado conhecido pelo excesso de sangue. Embora seja o segundo colocado, muito próximo do HR-V, o Jeep vai encontrar mais rivais pelo caminho, seja na parte inferior da tabela (Captur, Kicks em versão de entrada e Tracker renovado) ou de cima (o nacional Creta).

E não é só: os preços se equivalem a de versões de entrada do irmão Compass. Claro, trata-se de um veículo com um proposta diferente, menos lúdica e mais voltada para a família, mas é comum um cliente ir até uma loja em busca de um modelo e acabar levando outro que conhece in loco.

Para a Jeep, no entanto, quanto mais concorrência melhor que acredita que a chegada de mais produtos acaba atraindo mais clientes para o segmento. Se depender disso, não faltará demanda.

Veja preços do Renegade 2017:

1.8 Flex manual: R$ 72.990
Sport 1.8 Flex man: R$ 79.490
Sport 1.8 Flex automático: R$ 85.990
Longitude 1.8 Flex automático: R$ 90.990
Longitude (teto*) 1.8 Flex automático: R$ 97.790
Limited 1.8 Flex automático: R$ 97.990
Limited (teto*) 1.8 Flexautomático: R$ 104.790
Sport 2.0 Diesel automático 4x4: R$ 115.990
Longitude 2.0 Diesel automático 4x4: R$ 123.490
Trailhawk 2.0 Diesel automático 4x4: R$ 136.990

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier |