A Honda tenta, mais uma vez, amenizar a principal crítica direcionada ao Civic: a escassez de equipamentos. A versão LXL, lançada há um ano, chegou para preencher o abismo entre as configurações LXS, de entrada, e EXS, a topo de linha. Sua lista de aprestos não é rala como a do modelo básico, mas também não é recheada como a do mais caro. Não funcionou: a versão GLi do Toyota Corolla assegurou-lhe a liderança de vendas entre os sedãs médios no ano passado, com 54.987 unidades comercializadas, contra 30.930 do rival da Honda. 

Pois prestes a se despedir, o Civic lança mão de mais uma versão, desta vez limitada. A configuração Special Edition é baseada na LXL, mas traz equipamentos como sensor de estacionamento, ar-condicionado digital, marcador de temperatura externa no painel de instrumentos, capas dos espelhos retrovisores com luzes de seta, volante em couro e rodas de 16 polegadas. O preço do Honda Civic SE parte de R$ 67.430, pula para R$ 69.805 com bancos em couro, R$ 72.165 com transmissão automática e R$ 73.885 com câmbio automático e bancos em couro. 

Um fonte consultada por AUTOO, no entanto, revelou que a Honda estuda substituir uma das versões (LXS ou EXS) pela SE, que deixaria de ser limitada. Ou seja, caso a SE entre no lugar da EXS, obviamente ela será a topo de linha. Mas, dependendo do mercado, a LXL (atualmente intermediária) pode aposentar a LXS (básica) e a SE ficaria como intermediária.  

O motor é o mesmo 1.8 16V de até 140 cv. A expectativa em relação à nona geração do Civic é grande: afinal, o novo sedã será tão especial mecanicamente como o atual?

Rodrigo Mora

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