Um primeiro trimestre para esquecer permitiu que a Volkswagen ultrapassasse a Toyota e assumisse o primeiro lugar entre as montadoras de automóveis no mundo.

A fabricante japonesa, atingida pela crise financeira, viu sua produção cair em quase 100% nos primeiros meses de 2009 – de 2,1 milhões no ano passado, o volume foi reduzido para apenas 1,1 milhão, sobretudo no mercado norte-americano.

Sem uma atuação forte nos Estados Unidos e beneficiada por incentivos do governo alemão, a Volkswagen manteve seu patamar de produção e, segundo a consultoria IHS Global Insight, atingiu 4,4 milhões de unidades fabricadas contra 4 milhões dos japoneses.

A Ford e a GM vieram a seguir como 3,7 milhões e 3,6 milhões, respectivamente. Com essa reviravolta, a VW conseguiu atingir a meta de ser a maior do mundo muito antes da sua previsão, apontada para 2018. Mas é notório que essa liderança será momentânea já que a Toyota aos poucos retomou seu volume de produção anterior.

O Brasil certamente teve peso nesse volume de produção – a filial da Volks aqui já ultrapassou a marca de 600 mil unidades produzidas, ou cerca de 14% do total geral da empresa.

Ricardo Meier

Ricardo Meier |