A Suzuki é uma empresa diferente na indústria automobilística mundial. Além da fama maior da divisão de motocicletas, a montadora japonesa sempre teve um papel de coadjuvante no mercado, o que não combina com seus números de vendas, muitos altos – só no 1º semestre de 2009 ela vendeu mais de um milhão de carros.

A razão é simples: a Suzuki é especializada em carros urbanos, muito populares no Japão e é de lá que vem grande parte desse desempenho. Por isso, a marca sempre andou de mãos dadas com parceiros estrangeiros – a GM foi o último deles, mas saiu no final do ano passado.

Agora, a Suzuki ganhará um novo e importante sócio, a Volkswagen, que acaba de anunciar que pagará US$ 2,5 bilhões por cerca de 20% da empresa. E o que busca a VW? Justamente a experiência da Suzuki com carros pequenos e com sua boa participação no mercado indiano, outra meca de veículos urbanos.

Mas a montadora japonesa também tirará proveito dessa sociedade: a Volks repassará a tecnologia de híbridos e elétricos, onde está em vantagem.

Tudo isso para reforçar a estratégia da VW de se tornar a maior montadora do mundo, em 2018 ou antes disso.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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