Uma das últimas novidades de Frankfurt surpreendeu pela simplicidade e objetividade. A Volvo mostrou o projeto de um veículo elétrico que nada tem de especial no visual. E aí está o lado interessante dele: o modelo é o C30, hatch Premium conhecido dos brasileiros.

Em vez de desenvolver uma nova plataforma e investir milhões de dólares, a montadora sueca optou por adaptar o C30 que, segundo ela, possui virtudes para receber toda a parafernália elétrica como o baixo peso de sua carroceria.

Por fora, pouca coisa denuncia suas diferenças – até mesmo a grade frontal foi mantida. Mas por baixo da lataria, o Volvo revela sua nova alma. O motor elétrico substitui o movido a gasolina e as baterias de íon-lítio tomam o lugar do tanque do combustível e do túnel central. Ao usar espaços semelhantes ao do veículo a gasolina, a Volvo mantém as mesmas características de segurança.

A montadora revelou uma curiosidade do projeto de um carro 100% elétrico. Ele precisa de uma capacidade energética duas vezes maior que um híbrido: são 24 kWh contra 12 kWh dos modelos que possuem um motor convencional para alimentar as baterias.

Claro que para manter um visual idêntico ao do C30 que conhecemos, o C30 BEV (Battery Electric Vehicle ou veículo elétrico movido a bateria) tem desempenho mais modesto. A velocidade máxima não passa de 130 km/h e o 0 a 100 km/h mal chega a 11 segundos. Seu alcance também é mais restrito – são apenas 150 km.

A aposta das marcas é que essa performance não seja problema para o uso urbano. De acordo com estudos da Volvo, 90% dos europeus não rodam mais que essa distância todos os dias. Ah, sim, o C30 BEV é recarregado na tomada por oito horas.

O painel do carro reserva uma curiosidade, o símbolo da tartaruga (veja fotos), que indica que a bateria não está suprindo energia para que o motor funciona a plena potência.

Por enquanto, a Volvo diz que o C30 elétrico está apenas em teste na fábrica sem data para ser lançado.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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