A Bugatti parece não ver limites para o Veyron. Embora tenha tomado prejuízo em cada um dos 480 carros que vendeu nos últimos cinco anos, o Grupo Volkswagen (detentor da marca francesa) continuará a construir o modelo. E o detalhe é que o próximo Veyron deverá ser mais veloz e mais leve.

É provável que o motor W16 de 8 litros, quatro turbos, 1.200 cv e 150 kgfm de torque, que equipa o Super Sport, seja mantido. Portanto, a Bugatti quer chegar a 270 mph (432 km/h) de velocidade máxima e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 2,5 segundos reduzindo o peso do superesportivo em torno de 100 kg. Para isso, vai pedir ajuda de outra marca do Grupo VW, a Lamborghini, que tem se tornado experiente no uso de fibra de carbono nos seus esportivos.

Quanto ao design, a Bugatti quer manter o perfil do Veyron, mas fará mudanças significativas , principalmente na traseira. A inspiração poderia vir de um conceito desenhado por Walter de Silva (hoje chefe de design do Grupo VW), que seria a origem do Veyron. O protótipo de 1999, no entanto, nunca foi revelado, sendo substituído por um projeto do desenhista Hartmut Warkuss. Em entrevista à publicação inglesa Auto Express (responsável pelas informações), Franz-Josef Paefgen, chefe da Bugatti, justifica a continuidade do Veyron alegando que “custa muito mais dinheiro disputar uma temporada da Fórmula 1 do que manter o carro”, numa clara indireta à Ferrari. A previsão é que o novo Bugatti Veyron seja apresentado em 2013.

Rodrigo Mora

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