Se a Renault está feliz com a boa aceitação da dupla Sandero e Logan – e mesmo com o novo sedã Symbol – a situação da família Mégane é mais complicada. O sedã sofre por disputar a mais concorrida categoria do mercado, onde reinam o Civic e o Corolla, já a perua lidera, porém, um segmento apagado, em que apenas 200 carros já são suficientes para superar todos os rivais.

Lançado em 2006 no Brasil, quatro anos após sua chegada à Europa, o Mégane entra na linha 2010 buscando mais requinte. A Renault não aprofundou nenhuma mudança, em lugar disso preferiu retocar o exterior e o interior com molduras e cromados, além de trocar o revestimento de bancos e do volante.

O grafismo dos mostradores foi mudado para dar mais visibilidade e o console central da versão Expression imita fibra de carbono. As calotas mudaram nessa versão assim como as rodas de liga leve da Dynamique.

Esteticamente, a maneira mais simples de identificar a linha 2010 é reparar nos detalhes. A versão Dynamique tem agora frisos cromados na grade dianteira e frisos externos na cor da carroceria. As lanternas receberam um aplique branco que contorna o elemento central do conjunto.

Para focar nas versões que vendem mais, a Renault manteve apenas a Expression e Dynamique – a Privilège, top de linha lançada em 2008, saiu do catálogo. Outra ausência é o câmbio manual de seis marchas, que equipava o Dynamique manual, e que também não existe mais. Mas essa transmissão continua no grupo, porém, nos carros da Nissan como o Livina.

Ricardo Meier

Publisher do AUTOO é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

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