Canadense gasta mais de R$ 600 mil aperfeiçoando seu Golf GTI 1983

Engenheiro realizou o sonho de aprimorar seu primeiro automóvel
O engenheiro canadense Derek Spratt e seu Ultimate GTI

O engenheiro canadense Derek Spratt e seu Ultimate GTI | Imagem: Derek Spratt

Eis aqui uma história de muito comprometimento e paixão pessoal envolvendo um automóvel.

A divisão norte-americana da Volkswagen revelou nesta semana a interessante história de Derek Spratt, engenheiro canadense que gastou nada menos do que US$ 140.000, ou mais de R$ 614 mil, para deixar um Volkswagen Golf GTI 1983, o primeiro carro de Spratt, com as características que ele mais desejava.

Nas palavras do canadense: “eu pensei, não seria divertido voltar ao passado, para o primeiro carro que eu tive, e revisitar aquele tempo da minha vida?”, explicou Spratt. “A minha meta era que o carro entregasse a mesma sensação e comportamento ao volante da primeira geração do Rabbit GTI (nome adotado pelo Golf na América do Norte), porém equipado com recursos modernos. Eu queria mostrar que você pode pegar um carro antigo e fazê-lo operar como um supercarro, mas sem retirar o fator diversão”, completa o empresário norte-americano.

Apesar de já não contar mais com seu Golf GTI 1983 original, Spratt procurou uma unidade do mesmo ano de fabricação do seu hatch original e começou o trabalho aprimorando desde a rigidez torcional do esportivo, sistema de freios, equipamentos e chegando até o motor.

Spratt tinha a meta de conferir ao seu Golf GTI 1983 um motor apto para o uso em pista e contou com a ajuda de um especialista para, sem a ajuda de sobrealimentação, elevar a potência do Golf dos originais 90 hp (91,2 cv). Adotando um sistema de refrigeração mais eficiente entre outras melhorias, a dupla conseguiu elevar a potência do primeiro Golf GTI para 220 hp (223 cv).

O Golf GTI 1983 ainda ganhou um notável reforço na lista de equipamentos, como a inclusão de vidros elétricos, assentos com aquecimento, partida por botão, sistema de freios eletronicamente ajustável e até mesmo uma tela digital no console.

Batizado por Spratt de “Ultimate GTI”, o Golf criado de acordo com a meta do engenheiro canadense ficou pronto em 2018 e Spratt o conduziu junto com seu filho mais velho por uma viagem de cerca de 10.000 km, saindo de Vancouver (Canadá) até São Francisco (EUA), mesmo roteiro que ele havia feito acompanhado de sua esposa na década de 1980 com seu GTI original. Spratt destaca que o Ultimate GTI foi e voltou sem apresentar nenhum problema ao longo do percurso.

Para surpresa de muita gente, quando Spratt sentiu que já havia passado tempo suficiente com seu Ultimate GTI, o canadense vendeu o modelo para um casal de Vancouver também entusiasta do projeto. Segundo Spratt, o valor da negociação foi “uma fração” do custo das modificações.

E o engenheiro não vai parar por aí. A nova meta é eletrificar um Fusca 1961. “A tecnologia por trás da conversão de um carro vintage para um modelo elétrico me interessa bastante”, conclui o determinado canadense.

Acima o Ultimate GTI criado pelo engenheiro canadense
Acima o Ultimate GTI criado pelo engenheiro canadense
Imagem: Derek Spratt

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