Chery promete nova família Tiggo e QQ nacional para 2016

Gama de SUVs também será feitos na fábrica da marca em Jacareí (SP); perspectiva é de aumento na produção

Tiggo 5, futuro nacional no Brasil | Imagem: Karina Simões

Com uma postura bem mais cautelosa frente ao fraco momento do mercado brasileiro, a Chery realizou nesta sexta-feira (11) uma coletiva onde apresentou algumas estratégias para suas operações no país ao longo do próximo ano.

No que diz respeito à linha de produtos, a marca chinesa investirá na nova geração do Tiggo, que vai virar uma família composta por três modelos, o Tiggo 1, Tiggo 3 e o Tiggo 5, que deverá ser o primeiro a chegar ao mercado a partir do segundo semestre de 2016. 

Segundo Luis Curi, vice-presidente executivo da Chery Brasil, os três modelos irão se diferenciar pelo tamanho, porém, o executivo não adianta muitos detalhes sobre os modelos. O Tiggo 1, que deverá ser lançado depois do Tiggo 5, compartilha a base com o Celer, modelo já produzido na unidade paulista. Já o Tiggo 3, que será o último da gama a ser introduzido no mercado, ainda compartilha o projeto com a geração atual do SUV.

A opção por investir pesado no segmento dos SUVs, segundo Curi, é justificada pelo sucesso que a categoria conquistou no mercado ao longo dos últimos anos, que crescerá ainda mais com a chegada de produtos como o Jeep Renegade, Honda HR-V e cia.

QQ nacional em março

Só que bem antes da inédita família Tiggo, em março de 2016 a Chery inicia a produção do novo QQ por aqui. De acordo com o Curi, o segmento de entrada é crucial para a Chery no Brasil. “Com o preço que nós sempre posicionamos o QQ no Brasil, ele funcionava como uma alternativa aos carros usados. E, se a pessoa consegue comprar um carro novo pelo mesmo preço, esse argumento ainda é importante. O peso de um carro novo ainda gera uma imagem muito forte”.

Equipado com motor 1.0 de 3 cilindros, o novo QQ conta com 69 cv de potência e parte de R$ 31.290. A segurança, um dos grandes “fantasmas” envolvendo os carros chineses, promete uma evolução, assim como ocorreu com o visual e o interior do carrinho. A Chery adianta que tanto o QQ como o Celer nacional será avaliados pelo Latin NCAP, o que nos dará uma boa ideia sobre a integridade estrutural dos dois modelos. 

Novo modelo para a região

Apesar da produção em Jacareí ter somado uma paralisação de quase quatro meses ao longo deste ano, por vários fatores incluindo uma greve, a marca conseguiu produzir por aqui 5 mil unidades e espera encerrar 2015 com aproximadamente 6 mil unidades vendidas, número que contabiliza alguns carros com procedência chinesa.

Para 2016, a ideia é “atuar de forma mais lenta, porém mais consolidada”, nas palavras de Curi. Mesmo assim, o objetivo é encerrar o próximo ano com um volume de produção próximo a 10 mil carros, sendo que 9 mil deverão ser comercializados por aqui e os outros mil exportados para alguns mercados da América do Sul, como Argentina, Peru e Chile. A Venezuela, por sinal, é um dos países em que a Chery mais está se dando bem na região, com uma previsão de emplacar 20 mil carros até o fim deste ano.

Como um quarto de toda produção da Chery na China é destinada ao Cone Sul, Curi adiantou que a matriz desenvolve um novo modelo pensado especialmente para nossa porção do continente. O executivo não adianta em qual segmento ele vai se enquadrar, nem se a filial brasileira da marca poderá colocá-lo em sua linha de montagem.

“Depois da rasteira que sofremos em setembro de 2011, onde dormimos pagando 11% de IPI e acordamos pagando 41%, eu acredito que o mercado vai crescer, em especial nas categorias de entrada. Nós temos um projeto de longo prazo para o Brasil e ele não tem mais volta, até porque, se considerarmos o câmbio de hoje, temos um investimento de R$ 1,5 bilhão em Jacareí. Nossa meta é, daqui a cinco ou seis anos, com o mercado mais consolidado, contarmos com 3% a 4% de market share no Brasil”, finaliza o vice-presidente executivo da Chery Brasil. 

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