Chery QQ, enfim, vira brasileiro e chega por R$ 30 mil

Montadora chinesa mostrará modelo no Salão que contará ainda com o sedã Arrizo 7 novamente e o futuro Tiggo nacional
Chery QQ 2016

Chery QQ 2016 | Imagem: Divulgação

A utilidade da fábrica brasileira da Chery por enquanto é mínima – até setembro, pouco mais de 1,1 mil unidades do modelo nacional Celer foram vendidas no mercado -, mas a montadora chinesa agora resolveu, enfim, nacionalizar o ‘new QQ’, nova geração do subcompacto, depois de promessas não cumpridas.

Lançado no Brasil primeiramente como importado, o novo QQ deveria ter sido nacionalizado em março, mas apenas agora o modelo chegou às concessionárias. A boa notícia é que a versão de entrada Look custa R$ 29.990, mais de mil reais mais barata que a do QQ importado.

O compacto também é vendido na versão ACT, mais equipada e que conta com rodas de liga, vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos, limpador e desembaçador traseiro – o preço sobe para R$ 31.990.

Timing errado

O QQ utiliza um motor 1.0 de 3 cilindros e 12 válvulas com 69 cv de potência que obteve nota A do Inmetro em sua categoria (B no geral). Mas segue disponível apenas com gasolina, uma desvantagem em relação aos rivais flex. Ao contrário do antecessor, que tinha espaço modesto e visual copiado do Daewoo Matiz, o ‘new’ QQ possui um estilo próprio até cativante mas sofre por viver num período em que o consumidor faz vista grossa para carros pequenos.

Mesmo custando pouco, o QQ nunca emplacou e parece pouco provável que isso ocorra agora. Nem mesmo marcas mais consagradas como Fiat e Volks têm conseguido emplacar os rivais do QQ, tudo porque quem compra carro zero km hoje quer espaço, estilo e algum tipo de conectividade – que o diga o Onix e suas vendas impressionantes.

SUV Tiggo

Se não se pode esperar muito do QQ ao menos a estrela da Chery no Salão do Automóvel pode ser um sinal positivo para a marca. Ela mostrará o inédito Tiggo 1, SUV compacto que já teve a produção confirmada em Jacareí e utiliza a mesma base do Celer.

Com visual atraente, mas ‘baixinho’ perante outros jipinhos, o Tiggo 1 (também conhecido como 3X) pode garantir um volume de vendas para tirar a Chery do ostracismo, junto de suas irmãs chinesas.

O mesmo não se pode dizer do Arrizo 7, sedã médio que a Chery voltará a mostrar no Salão. Em 2014, ele apareceu e sumiu da mesma forma. Mas, nesse caso, é melhor evitar competir num segmento onde apenas os fortes sobrevivem. Perto dele, o QQ é até uma boa aposta.