Cobrança do IPI para carro importado será feita por sistema de pontuação, diz jornal

Montadoras poderão acumular pontos por meio de critérios como índice de nacionalização e investimentos em pesquisa e desenvolvimento

JAC J5 2013 | Imagem: Divulgação

Enfim começam a surgir os primeiras informações sobre o novo regime automotivo brasileiro. De acordo com o colunista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, os critérios serão baseados numa tabela de pontuação que definirá o quanto cada montadora pagará de IPI por carros importados fora do eixo México-Mercosul.

Uma das principais regras para se acumular pontos é o de índice de nacionalização. Quanto maior for o conteúdo regional aplicado no veículo, maior será o desconto nos 30% de IPI cobrados atualmente, podendo chegar à isenção total, hipótese considerada remota pelo colunista.

Aqui vale uma ressalva, esses materiais aplicados no carro não precisam ser exatamente fabricados no Brasil, mas sim no Mercosul, o que pode forçar as fabricantes a investir em outros países da região.

Outros dois critérios que também devem figurar nesse projeto diz respeito aos investimentos em pesquisas e desenvolvimento e também aos chamados “veículos verdes”. No caso do primeiro, a montadora consegue obter pontos dependendo da quantidade de tecnologia embarcada no automóvel. Já o segundo é referente ao índice de CO2 emitido e ao consumo de combustível. Segundo Rossi, nesse quesito entram os carros híbridos e elétricos, embora não seja a medida correta – e esperada – para esse tipo de veículo.

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O desenho do novo regime automotivo brasileiro deve ser apresentado aos empresários do setor na semana que vem pelo Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

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