Com futuro incerto no Brasil, Geely estreia na Argentina

Marca chinesa chega ao mercado vizinho com cinco modelos, dois deles já vendidos aqui
Geely 515 2016

Geely 515 2016 | Imagem: Divulgação

Pouco conhecida no Brasil, a Geely é uma fabricante de automóveis de peso. Hoje ela vende mais carros que a Subaru e não está muito distante de uma Mazda ou Citroën. Nada mal para uma marca cuja atuação é pequena no exterior.

Poderia ser melhor se por exemplo a investida no Brasil tivesse dado certo. Em 2014, a marca chegou ao mercado via o Grupo Gandini, também representante da Kia Motors. No entanto, as vendas foram modestas, apesar do preço atrativo de seus modelos. Dois anos depois, a montadora decidiu suspender temporariamente as vendas no país por causa do câmbio elevado além da cota máxima de 4,8 mil carros por ano estabelecida pelo Inovar-Auto.

Enquanto não decide se volta a abrir suas lojas no Brasil, a Geely acaba de chegar à Argentina. Por meio do grupo Fiancar (também representante no Uruguai), a marca chinesa lançou cinco modelos no vizinho, o 515 hatch e sedã, o LC Cross (aqui cotado para chegar como GX2) e o LC (GC2) e Emgrand (EC7), estes dois últimos que constavam do portfólio brasileiro.

Ou seja, a Geely terá uma gama que vai dos compactos urbanos (LC e LC Cross) a um sedã médio passando pela grande novidade na região, os compactos 515, com design mais chamativo e motorização 1.5 litro. Os preços foram parcialmente anunciados e vão 199 mil pesos na versão de entrada do LC (R$ 42 mil) a 349 mil pesos no caso do sedã Emgrand (mais de R$ 73 mil). Como se vê também na Argentina eles estão custando alto.

Marca chinesa mais vendida

Ao contrário do Brasil, onde a marca teve uma estreia discreta, a Geely ambiciona ser a chinesa mais vendida da Argentina. Por enquanto, serão 10 pontos de venda no país, mas a marca não revela qual volume pretende vender.

Embora a resistências aos carros chineses continue elevada, a iniciativa da Geely merece atenção. A montadora deve tornar-se mais conhecida no futuro, à medida que ‘aprende’ com o desempenho positivo da Volvo, marca comprada por ela há alguns anos. Um sinal dessa nova fase é a criação da marca Lynk & Co, com carros que usam a plataforma da empresa sueca, mas que serão vendidos apenas pela internet e com uma estratégia semelhante a da Tesla americana.