Esquecida e vendida pela Ford, chineses elevam Volvo a lugar de destaque entre as marcas premium

Montadora de origem sueca foi negociada há 10 anos e hoje está sob o comando da Geely
Detalhe da linha de montagem da Volvo na Carolina do Sul, EUA

Detalhe da linha de montagem da Volvo na Carolina do Sul, EUA | Imagem: Divulgação

Tanto a Jaguar Land Rover como a Volvo trilharam um caminho que fez muito bem às duas companhias. Antes integrando o Premier Automotive Group, extinta divisão da Ford criada para administrar suas marcas premium, as fabricantes de origem europeia passaram a viver um novo – e bem mais brilhante – momento na medida em que passaram para as mãos de novos controladores.

Assim como a indiana Tata viu na Jaguar Land Rover a oportunidade de adquirir todo o expertise dos ingleses no desenvolvimento e manufatura de veículos premium, o mesmo ocorreu com os chineses da Geely, que há 10 anos adquiriram o controle acionário da Volvo Cars.

"A Volvo Cars hoje está mais forte do que nunca. Com a Geely, começamos uma nova fase de sucesso que nos levou a um nível totalmente novo. Renovamos completamente nosso portfólio de produtos, estabelecemos uma presença global e quase dobramos nossas vendas. No futuro, continuaremos a expandir nossos negócios junto com a Geely”, declarou recentemente Håkan Samuelsson, executivo-chefe da marca.

E a história da Volvo de 2010 em diante de fato foi muito promissora, mérito em grande parte dos generosos investimentos que a Geely efetuou na companhia e da liberdade que os chineses concederam aos suecos para trabalharem na marca. O primeiro grande fruto da união entre Geely e Volvo foi visto em 2014, com a aguardada nova geração do XC90. Coube ao maior SUV da gama iniciar a renovação completa da Volvo, que hoje compreende outros SUVs como o XC40 e o XC60, além de sedans e stations.

O resultado de tudo isso é visto em números. Em 2011, segundo dados da companhia, a Volvo Cars tinha 21.500 funcionários e vendas globais de 449.255 unidades. Em 2019, dobrou os números, passando a ter 43.000 funcionários e vendas globais de 705.452 carros. A empresa também expandiu sua rede de fabricação e distribuição logística em todo o mundo: começou com duas plantas industriais e uma fábrica de motores na Europa e agora possui quatro plantas de fabricação adicionais e um centro de pesquisa e desenvolvimento na China, além de uma fábrica de automóveis nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a Volvo também está se projetando no segmento premium de uma forma sólida. Um bom exemplo é o crescimento de 15,8% nas vendas em 2019, com quase 8.000 veículos emplacados em território nacional, e tornou-se líder no segmento de veículos eletrificados com 1.100 unidades de carros híbridos comercializados no país.

Por falar em eletrificação, os planos da Volvo são ambiciosos nesse aspecto e buscam responder a uma demanda do segmento premium. A empresa pretende se estabelecer como líder em eletrificação e, até 2025, almeja que metade de seu volume global de vendas seja de veículos totalmente elétricos ou híbridos. Esses carros farão parte de uma nova geração de Volvos baseados na plataforma SPA2, a sucessora de sua atual arquitetura modular de veículos.

Acima a atual linha da Volvo
Acima a atual linha da Volvo
Imagem: Divulgação

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