EUA e México alcançam recordes de venda em 2016

Prestes a deixar o poder, medida de resgate da indústria automotiva de Obama mostrou-se acertada
EUA

EUA | Imagem: Divulgação

Enquanto por aqui amargamos uma redução de 20% nas vendas e sequer chegamos a registrar 2 milhões de unidades vendidas, a realidade de México e EUA mostra-se bem diferente.

O país até o momento liderado por Obama registrou o maior recorde de vendas de sua história em 2016, com 17.593.302 unidades vendidas, uma alta de 0,5% sobre 2015. Os dados são da consultoria Focus2move.

Segundo os analistas, o resultado mostra a efetividade da política adotada na administração Obama, que resgatou da recuperação judicial a GM e a Chrysler e conseguiu reconduzir esse segmento da indústria no país a um crescimento constante por seis anos. Outro ponto foi a recuperação de grande parte dos empregos por parte dos norte-americanos.

Atualmente, a Ford está registrando ganhos sólidos, enquanto a Chrysler foi completamente fundida com a Fiat formando a atual FCA e a GM, por sua vez, está prestes a atingir o ponto de equilíbrio em suas operações.

Dentre as marcas que mais cresceram nos EUA o destaque foi para a Jaguar, seguida por Volvo, Lincoln e Tesla. A Ford é a líder de mercado nos EUA, com 14,2% de participação, tendo registrado 2.487.487 unidades emplacas. Grande parte desse sucesso se deve à Ford F-150 picape que é o veículo mais vendido do país há 35 anos. A Chevrolet é a segunda marca mais vendida nos EUA, com 11,9% do mercado, seguida pela Toyota (11,8%), Honda (8,4%) e Nissan (8,1%) formando o “top 5”.

Na terra da tequila, nada de ressaca

No México, a situação do mercado automotivo também foi muito boa em 2016. As vendas cresceram 18,7% em relação a 2015 e o país encerrou o ano passado com 1.604.759 carros novos nas ruas. Com isso, o México tornou-se o 12º mercado do mundo e ultrapassou a Rússia.

A eleição de Trump nos EUA, contudo, torna o cenário para este ano mais instável, uma vez que as políticas protecionistas do presidente eleito podem abalar não só as relações dos dois países como até mesmo o tratado de livre comércio da região (NAFTA). Trump tem como plano elevar a tributação para carros produzidos no México e comercializados nos EUA, promessa que fez muitas montadoras reverem seus planos de novas fábricas por lá.

Enquanto não sabemos os próximos passos dessa história, a Nissan celebra uma fenomenal participação de 25,1% do mercado mexicano, com 402.000 unidades vendidas no país. Ela é seguida pela Chevrolet com 18,4%, Volkswagen (12,8%), Toyota (6,5%) e Ford (6,2%).