Kia Rio chegará em março de 2018 ao Brasil

Várias vezes cogitado, compacto premium coreano virá do México nas versões hatch e sedã
Kia Rio 2018

Kia Rio 2018 | Imagem: Divulgação

Ele quase estreou no Brasil há alguns anos. Este jornalista, inclusive, chegou a ir a uma clínica para conhecer uma geração anterior e opinar a respeito da versão hatch. Nada aconteceu.

Recentemente, a Kia pensou em aproveitar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro para lançar o modelo e aproveitar a coincidência dos nomes, mas com o atraso da produção no México, a ideia não foi para a frente.

Agora parece que é para valer: o Kia Rio chegará ao Brasil até março de 2018 e nas versões hatch e sedã - unidades de testes, inclusive, estão circulando pelo país disfarçadas, como vemos na galeria abaixo. Para quem não lembra ou não conhece o modelo, trata-se de um hatch compacto premium, acima do Picanto e que deve se equivaler ao primo HB20, da Hyundai.

Por falar nele, o motor será o mesmo 1.6 16V usado pelo HB20 e outros carros da própria Kia como o Cerato. Com 128 cv de potência, ele é flex e deve ter um desempenho inferior ao carro da Hyundai afinal é quase certo que é mais pesado que o HB20. Como é maior e com peso em torno de 1.200 kg, o Rio deve perder um pouco nesse sentido.

O estilo não enche os olhos, mas a versão hatch tem um caráter visual bem esportivo. O interior do carro é correto apenas. Chama a atenção a central multimídia destacada do painel, que lembra vagamente o do Corolla.

Em equipamentos, o Rio deve oferecer o que se espera como direção elétrica, controle de cruzeiro, câmera de ré e ar-condicionado que na versão para o mercado norte-americano é apenas manual.

Sem Inovar-Auto

A vinda do Rio será facilitada pela produção na nova fábrica da Kia no México. Com isso, a marca não pagará imposto de importação como nos carros que vêm da Coreia do Sul. Em 2018 também não existirá mais o programa Inovar-Auto que fez com que a Kia despencasse nas vendas por ter uma mísera cota de 4,8 mil unidades anuais sem os 30 pontos extras de IPI.

Ou seja, o preço do Rio pode ser atraente, dependendo da estratégia e da disponibilidade da fábrica mexicana – com a postura nacionalista do presidente Trump, é provável que sobrem muitos carros para o Brasil.

Com tantos concorrentes nesse segmento, é pouco provável que a Kia retome os bons tempos quando vendia milhares de Ceratos e Soul no país, mas certamente seus números serão bem melhores que os atuais.