Mercedes-Benz proíbe réplicas do clássico 300 SL Asa-de-Gaivota

Em comunicado, marca informou que tomará providências mais rígidas para construtores que fizerem cópias não autorizadas

Início do processo de destruição da cópia do 300SL | Imagem: Divulgação

Dessa vez a Mercedes-Benz se irritou pra valer. Após os tribunais alemães chegaram a um consenso de que nenhuma empresa poderia produzir cópias não autorizadas do 300 SL Gullwing, conhecido também como Asa-de -aivota, a marca não quer saber de ver seu lendário esportivo sendo clonado por aí.

A fabricante ainda mandou um recado "sútil" aos construtores de réplicas divulgando fotos de uma imitação do modelo sendo destruído por ela mesma. Pode parecer prepotência da Mercedes, mas trata-se de um dos mais famosos carros da indústria.

Em comunicado oficial, a montadora informou que “as linhas da carroceria do modelo lendário Gullwing é de propriedade da Daimler AG. Qualquer um que construa ou venda réplicas do veículo viola os direitos da companhia. Isto se aplica às réplicas que não incorporam quaisquer logotipos ou marcas comerciais. O grupo Daimler tomará providencias mais rígidas para quem fizer cópias dos seus modelos”.

História do clássico

Lançado em 1954, o Mercedes-Benz 300 SL Gullwing (asa de gaivota em inglês) marcou sua época e ainda é reverenciado até hoje porque surpreendeu com suas portas de alumínio que se abriam para cima, fazendo com que ele lembrasse uma gaivota batendo as asas.

O carro também foi o primeiro no mundo a possuir motor com injeção direta de combustível. Esse bloco era o 3.0 litros de seis cilindros em linha que trabalhava em conjunto com uma transmissão manual de quatro velocidades e desenvolvia até 240 cv.

Com essas características o desempenho do modelo era de se orgulhar para aquela época: de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos e máxima de 225 km/h. Ao todo, 1.400 unidades do 300 SL foram comercializadas e sua produção foi encerrada em 1963.

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