Você já tentou se livrar de um apelido? O resultado, certamente, foi inverso: quanto mais rejeitado, mais apegado a você ele fica. É o que acontecerá com a Chevrolet, que agora decidiu se desvincular da corruptela Chevy – disseminada, por ela mesma, exaustivamente durante décadas.

Um memorando direcionado a funcionários da GM em Detroit, entregue ao jornal norte-americano New York Times, exige que os colaboradores nunca mais usem Chevy ao se referirem à Chevrolet: “Nós pedimos que ao conversar com fornecedores, propagandistas ou até mesmo com familiares e amigos, que comuniquem nossa marca apenas como Chevrolet daqui para frente”, sugerem Adam Batey, vice-presidente de vendas e serviços, e Jim Campbell, vice-presidente de marketing da GM. O estranho pedido, segundo eles, promoverá uma “consistência da marca”. 


Eles continuam: “quando olhamos para as mais reconhecidas marcas do mundo, como Coke e Apple, uma das coisas que eles focam é na consistência. Por que a consistência é tão importante? Quanto mais consistente a marca se torna, mais promissora e reconhecível ela é para o consumidor”. Mas a iluminada dupla, ironicamente, usou exemplos que vão exatamente contra ao que ela prega: enquanto Coke é o apelido de Coca-Cola, a Apple quase não vincula seu nome a seus produtos, chamados de iPod, iPhone, iPad, etc.

A nova regra da GM, encabeçada por sua nova agência de publicidade, a Goodby, Silverstein & Partners – que aparentemente não apresenta nenhum conhecimento de história da indústria automotiva – punirá os empregados que usarem Chevy com uma “multa” de US$ 0,25, depositados numa grande lata instalada num dos corredores da empresa.

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Rodrigo Mora

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