Suzuki entra em concordata nos EUA

Marca deixará de atuar no mercado automobilístico daquele país, mas divisões de motos e barcos continuarão operando normalmente

Suzuki Escudo / Grand Vitara reestilizado | Imagem: Divulgação

A divisão norte-americana da Suzuki entrou com pedido de concordata na corte de falências da Califórnia e informou que, depois de 27 anos de operações, deixará de vender automóveis no país.

Segundo a montadora, os principais motivos que provocaram essa situação foram a valorização do iene diante do dólar e a pouca aceitação dos seus veículos – a maioria de porte compacto para os padrões daquele mercado – pelos consumidores locais. No total, a marca acumulou uma dívida US$ 346 milhões (cerca de R$ 700 milhões).

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Para tentar honrar seus compromissos, a Suzuki será amparada pelo governo dos Estados Unidos que, de acordo com suas leis, devem isentar a empresa de cumprir suas obrigações contratuais com os concessionários enquanto ela elabora uma proposta para pagar os seus credores.

No entanto, mesmo se retirando do mercado automobilístico norte-americano, suas divisões de motos, barcos e quadricíclos continuarão operando normalmente.

Operações brasileiras

No Brasil, a marca passou por situação semelhante. Depois de 17 anos atuando no País, a importadora decidiu se retirar do mercado nacional em 2003 por causa do dólar, que estava supervalorizado em relação ao real naquele período.

Entretanto, em 2008 a montadora deu a volta por cima, retornou ao mercado interno com a ajuda do grupo brasileiro Souza Ramos e hoje produz até o jipinho Jimny em Goiás (GO).

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