Brasileiros confiam mais na indústria automotiva do que no governo

Pesquisa realizada pela Ipsos avalia ainda percepção envolvendo a mídia, o setor financeiro, entre outros
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Indústria | Imagem: Divulgação

A Ipsos, tradicional empresa de pesquisa de mercado, divulgou nesta sexta-feira (28) a edição mais recente de seu Monitor Global de Confiança, que avalia a percepção junto ao público de nove setores da economia, além da administração governamental. O levantamento considerou dados obtidos tanto no Brasil como em mais 28 países. 

Uma constatação da pesquisa chama a atenção, em especial envolvendo o setor automotivo. 

Para os participantes do estudo, ficaram empatados na terceira posição entre os segmentos mais dignos de confiança as instituições bancárias e a indústria automotiva, ambas tidas como confiáveis por 30% dos respondentes do Brasil, nível acima da média de todos os países que participam do levantamento – 28% para bancos e 27% para fabricantes de automóveis. 

De acordo com o relatório da Ipsos, os chineses são os que mais confiam nos bancos de seu país (63%), enquanto os espanhóis têm o menor nível de confiança nas instituições financeiras (13%). Já a indústria automotiva é considerada confiável por 50% das pessoas na Malásia e apenas 14% dos habitantes da Suécia, maior e menor índices para este segmento, respectivamente. 

Em paralelo, quando Monitor Global de Confiança aborda a esfera pública, apenas dois em cada dez participantes afirmam que o governo de seu país é confiável. 

O Brasil tem um dos cinco piores índices de confiança no governo entre os países pesquisados: apenas 14% dos brasileiros entrevistados confiam no seu governo. 

Os maiores níveis de confiança foram identificados na Alemanha (31%) e na Holanda (30%); já os mais baixos estão na Colômbia (8%) e no Peru (9%). 

A Ipsos revela que a pesquisa foi realizada entre os dias 25 de junho e 9 de julho de 2021, contemplando 21.503 entrevistas online de adultos com idades entre 16 e 74 anos, de 29 países, sendo aproximadamente 1.000 pessoas no Brasil. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. 

Além de nosso país, integraram a pesquisa: Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China , Colômbia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Romênia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos.

Mídias 

Entre outras conclusões do Monitor Global de Confiança, as empresas de tecnologia (exceto as envolvidas com redes sociais, avaliadas separadamente) são consideradas confiáveis por 39% dos brasileiros entrevistados, índice acima da média global (34%). Os países que atingiram maior nível de confiança neste segmento são Malásia (56%), Índia (55%) e Arábia Saudita (51%). Já França (23%), Holanda (23%) e Grã-Bretanha (22%) registraram os menores.  

A indústria farmacêutica, por sua vez, foi considerada confiável por 38% dos brasileiros e as empresas que integram esse grupo ocupam a segunda colocação no ranking em termos de confiança no trabalho desenvolvido. O percentual registrado no Brasil está acima da média global (31%) e é o sexto maior entre os 29 países que integram a pesquisa. A Malásia registrou o maior índice (55%) e o Chile (12%), o menor. 

Por fim, o Brasil registrou o quinto maior índice de confiança na mídia tradicional entre as nações pesquisadas: 23% dos entrevistados no país confiam nos jornais impressos, revistas, emissoras de rádio, TV e portais de notícias. A Arábia Saudita atingiu o maior índice (37%) e a Grã-Bretanha, o menor (9%). A média global é de 19%. 

Já as empresas de mídias digitais, que administram redes sociais na internet, além de aplicativos de trocas de mensagens, por exemplo, são consideradas confiáveis por apenas 19% dos brasileiros – índice um pouco acima da média global (17%). Juntas, Malásia e Índia lideram o ranking de confiança nestas empresas (33%). O menor percentual foi registrado entre os franceses entrevistados (8%).