Carros tendem a ficar ainda mais seguros, limpos e caros no futuro

Normas de emissões e de segurança cada vez mais rígidas, vão aumentado os preços
Diversos sistemas sofisticados têm tornado os carros cada vez mais caros para o consumidor final

Diversos sistemas sofisticados têm tornado os carros cada vez mais caros para o consumidor final | Imagem: Divulgação


Quem já não se deparou com uma conversa em que caras de espanto são muito comuns sobre o quanto os preços dos carros aumentam ultimamente? Muitos culpam os impostos, outros as margens de lucro das fabricantes, mas poucos se esquecem como eram os carros há alguns anos atrás, como são hoje e do jeito que serão no futuro. 

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Claro que não é apenas um fator que tem deixado os preços dos carros mais altos. Até questões econômicas como inflação, custos de insumos, taxas de juros, entre outros influenciam nos valores de tabela. Mas vamos falar sobre um principal aspecto: a questão das normas de emissões e de segurança. 

A partir de 1º de janeiro de 2025 vai entrar em vigor a primeira etapa do Proconve L8 que prevê novos limites de emissões de forma corporativa, com uma média geral por categoria de 50 mg/km para automóveis e 140 mg/km para comerciais leves e diesel. A segunda etapa, entrará em 2027 e a terceira e última em 2029.

Menos emissões, preços mais altos

Modelos híbridos flex vão ajudar a reduzir as emissões, mas a tecnologia tem um custo que vai para o preço do carro
Modelos híbridos flex vão ajudar a reduzir as emissões, mas a tecnologia torna o carro mais caro
Imagem: Divulgação

Para atingir as metas estabelecidas, as fabricantes precisam investir em novas tecnologias, que acabam subindo os preços dos carros. Apenas para se ter uma ideia, na Europa, as novas normas Euro 7 que entrarão em vigor no ano que vem para automóveis e comerciais leves levará a um custo extra entre 180 a 450 euros e que pode chegar a 2.800 euros no caso dos caminhões e ônibus. 

No Brasil, estão sendo esperados vários lançamentos de modelos híbridos flex, tanto completos quanto leves. Os primeiros contam com motor a combustão e outro elétrico, que chega a tracionar as rodas junto ou independente do propulsor térmico. Já os híbridos leves vêm apenas com um pequeno motor elétrico acoplado ao virabrequim para dar um impulso no arranque, nas retomadas, entre outras situações. 

Além dos itens ligados à redução das emissões há também os ligados à segurança. O controle eletrônico de estabilidade (ESP) passou a ser obrigatório. Somente este item tem um custo de instalação por veículo que fica em torno de R$ 200, segundo especialista da segundo especialista da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). 

Com a inclusão de novos materias nas estruturas de aço, os preços também  vão subindo. As fabricantes têm que adicionar células de bateria para aumentar o alcance da condução e isso significa mais tensão na estrutura do carro, o que exigirá mais força, ao mesmo tempo em que tenta manter o mesmo peso da estrutura da carroceria.Isso só é atingidos com alta tecnologia na produção, que custa caro.

Sensores, câmeras, radares e módulos de comandos para processar as informações dos dispositivos que fazem parte das assistências à condução também encarecem o preço dos carros, assim como as centrais multimídia conectadas à internet, item que tem se tornado obrigatório no mercado hoje em dia, assim como anos atrás eram outros, como  vidros elétricos, ar-condicionado e direção com assistência. 

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