Compacto nacional da JAC terá motor 1.0 de três cilindros

Modelo será lançado em maio de 2015 para o lugar do J3 e terá motorização flex

JAC A20 | Imagem: Reprodução

A JAC acaba de lançar o J3 reestilizado, mas já pensa em 2015. É quando a marca chinesa começará a vender seu primeiro automóvel nacional, cujo nome e desenho ainda são mistério. Mas AUTOO apurou que o modelo tem vários pontos definidos.

A fábrica da JAC na Bahia encontra-se hoje no processo de terraplenagem e tem pouco mais de um ano para ficar pronta. A ideia é que em dezembro de 2014 os primeiros exemplares do novo carro saiam da linha de montagem ainda em teste. Hoje a JAC começou a escolher os fornecedores da fábrica, mas há uma certa preocupação se haverá tempo hábil para concluir a unidade baiana.

Enquanto isso, na Itália, a equipe de design já congelou o projeto do carro, que seguirá com uma designação com letra e número, mas não herdará o “J3” do modelo chinês. Sabe-se que o modelo nacional usará a mesma plataforma do modelo A20 (fotos), recentemente revelado na China, mas com alguns componentes do atual J3.

Segundo AUTOO descobriu, o futuro JAC nacional terá interior bem mais moderno e acabado. Um sistema multimídia está nos planos assim como recursos como Bluetooth e câmera de estacionamento.

Motor de três cilindros

Os motores não são mistério. A JAC confirmou que o modelo usará o atual 1.4 e também o 1.5 de outros modelos, mas ambos com tecnologia flex. A grande novidade, no entanto, será um inédito 1.0 de três cilindros também bicombustível, que fará com que a montadora tenha pela primeira vez um carro popular no Brasil.

Por isso é de se crer que o JAC nacional vá atuar numa faixa mais ampla do mercado. Hoje o J3 tem preço de R$ 36 mil enquanto o menor J2 começa em R$ 31 mil. O hatch brasileiro pode custar pouco mais de R$ 30 mil. Além dele, teremos também um sedã e um SUV compacto. Sim, a JAC terá um jipinho e não “SUV looking”, como fez a Hyundai com o HB20X.

Se não houver atrasos, a JAC deverá contar com o hatch entre abril e maio de 2015, o sedã no segundo semestre desse ano e o jipinho, em 2016. Com capacidade total para 100 mil carros por ano, a fábrica de Camaçari pode colocar a marca chinesa entre as 10 maiores do Brasil no futuro. Nada mal para uma empresa que era desconhecida no País no começo desta década.

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