Esportivo, Classe A 250 custa 50% mais que versão normal

Com motor 2.0 de 211 cv, GPS e detalhes exclusivos, A 250 Turbo Sport chega ao Brasil por R$ 163.600

Grade diamante dá novos ares ao compacto premium | Imagem: Divulgação

Quanto custa 55 cv de potência, um GPS e mais alguns detalhes esportivos? Para a Mercedes-Benz, vale um cheque extra de R$ 55 mil. É quanto é mais cara a versão mais apimentada do novo Classe A, a A 250. Chamada de A 250 Turbo Sport, ela é vendida por R$ 163.500, ela traz como principal diferencial o motor mais potente, além de carregar uma lista de itens mais completa e receber detalhes exclusivos que o Classe A "normal", que tem preço a partir de R$ 108.500, ou seja, uma diferença de 50%.

Sob o capô, o A 250 Turbo Sport leva um 2.0 L de 211 cv e torque de 35,6 kgfm. O aumento de força é significativo, afinal as duas outras versões do modelo no Brasil trabalham com um propulsor 1.6 turbo de 156 cv e 25,5 kgfm de torque.

A nova motorização promete impulsionar o bólido do 0 a 100 km/h em 6,6 segundos e leva-lo até os 240 km/h de velocidade máxima. Por vias de comparação, a versão Urban alcança os 100 km/h em 8,3 s e sua velocidade máxima fica em 224 km/h, segundo a marca.

A transmissão continua a eficiente 7G-DCT, uma combinação de sete marchas e câmbio de dupla embreagem.

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Item supérfluo em muitos de seus modelos, a Mercedes permitiu que o Turbo Sport exiba o GPS, recurso que existe no carro, mas é bloqueado na central multimídia do Classe A 200.

Além disso, o A250 Turbo Sport traz um pacote AMG que inclui maiores entradas de ar, grade dianteira com pontilhado cromado (chamada pela Mercedes de “grade diamante”), detalhes em vermelho em diversos locais do carro, como nos faróis, no volante e nas saídas de ar do interior.

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No mais, o novo Mercedes-Benz traz rodas aro 18 com desenho exclusivo, sistema start/stop e diversos itens de segurança, como controle de estabilidade e tração, sete air bags, sistema de distribuição de frenagem, park assist, assistente de frenagem de emergência e de partida em rampa.

Valorização vs. vendas

A estratégia de supervalorizar seus veículos tem se refletido em vendas modestas para a Mercedes. O caso do sedã/cupê Classe A ilustra bem a situação. O modelo chegou ao Brasil com um preço assustador de R$ 150 mil, mais caro que o Classe C, que é maior que ele. Em fevereiro, foram apenas 70 unidades vendidas. Já o rival direto, o A3 Sedan, da Audi, que é bem equipado, é oferecido no mercado por R$ 117 mil. Resultado: 400 carros emplacados. Pelo jeito, o A 250 Turbo Sport deve continuar a escrita do CLA.