Sabe aquele filme de arte que é o preferido dos críticos de cinema, mas que não se paga na bilheteria? Pois ultimamente a “família Golf”, da Volkswagen, lembra bastante essa situação. São raros os jornalistas especializados (como este que aqui escreve) que não se derretem pelo hatch ou sua versão perua.

Tecnologia de ponta (embora alguns itens tenham se perdido no caminho entre a Alemanha e o Brasil), design atraente, dirigibilidade primorosa e até mesmo economia de combustível acima da média fazem parte do “roteiro desse filme”. O problema é que o público está mais a fim de levar para casa um “blockbuster”, melhor dizendo, um SUV.

Sim, eles os “terríveis utilitários esportivos urbanos”, carros com aparência off-road mas que não colocam o pé na lama mais que uma vez por ano (quando geralmente ocorrem as enchentes de verão). Custam caro, não tem a mesma sofisticação e nem sempre conseguem se equiparar em espaço interno.

Mas “é disso que o povo gosta”, como diria o finado apresentador de TV Édson Cury, vulgo Bolinha. Então qual a atitude sensata para a Volkswagen diante de tal cenário? Deixar de vender o Golf e a Golf Variant. Mas a fabricante alemã é persistente e contra todas as apostas acaba de lançar os dois modelos com pequenas atualizações.

Não chega a ser uma reestilização marcante afinal temos apenas um para-choque um pouco diferente, conjunto óptico com assinatura em LED, alguns itens a mais e uma reconfiguração mecânica no hatchback.

A maior novidade talvez seja mesmo a versão Comfortline que passa a contar com o motor 200 TSI, o mesmo do Polo, com 128 cv de potência, e que agora é vendida com transmissão automática de 6 velocidades Tiptronic, já adotada pelo Golf 1.4 Highline. Ou seja, adeus câmbio manual. A versão GTI, esportiva, ganhou 10 cv extras no motor 250 TSI e chegando aos 230 cv de potência além da transmissão de dupla embreagem. A perua segue com as versões Comfortline e Highline 1.4 importadas do México.

DRL

A Volkswagen incrementou um pouco o conteúdo das versões além de reduzir os opcionais, uma crítica antiga à marca que vem sendo ouvida e absorvida nas novas linhas.

Todos os modelos passaram a contar com luzes diurnas de LEDs (DRL), central multimídia Composition Media com conexão com aplicativos de celular – GTI tem o sistema Discover Media. As lanternas também são de LEDs e a câmera de ré é de série. Por dentro, o comprador notará que a central passou a contar com moldura de vidro e tela colorida bem mais agradável. Assim como no Polo, o cluster digital passa a ser oferecido, de série no GTI e opcional do Highline.

Preços de SUVs

A Volks também ampliou os itens de série para justificar o aumento de preços (veja detalhes no final do texto). As versões Comfortline, por exemplo, ganharam volante multifuncional de couro com borboletas, sensores de chuva e crepuscular, cruise control, retrovisor eletrocrômico e rodas aro 16 com novo desenho. Opcional apenas as rodas aro 17 e teto solar.

Esses dois opcionais também estão disponíveis no Highline 1.4, mas o modelo conta ainda com o pacote Premium que custa R$ 9,9 mil e adiciona o ACC (controle de cruzeiro adaptativo), ajuste elétrico do banco, sensor de fadiga, Park Assist, central Discover Media, entre outros.

O Golf GTI, por sua vez, pode receber teto solar panorâmico (R$ 4,8 mil), rodas de liga 18 polegadas, ajuste elétrico do banco e couro (R$ 5,9 mil) e o seu pacote Premium, com ACC, detector de fadiga, Park Assist e outros (mais R$ 9,2 mil).

Com isso, os preços dos novos Golf e Golf Variant são os seguintes:

Golf Comfortline 200 TSI – preço básico R$ 91.790 ou R$ 99.040 com todos os opcionais
Golf Highline 250 TSI – preço básico R$ 112.190 ou R$ 129.340 com todos os opcionais
Golf GTI 350 TSI – preço básico R$ 143.790 ou R$ 163.690 com todos os opcionais
Golf Variant Comfortline 250 TSI – preço básico R$ 102.990 ou R$ 111.840 com todos os opcionais
Golf Variant Highline 250 TSI – preço básico R$ 113.490 ou R$ 132.240 com todos os opcionais

Acho que nem é preciso dizer muito depois de ver esses valores. Por melhor que sejam os dois modelos eles custam muito para segmentos que estão quase extintos. E eis aí o grande drama: se acabou não ‘matando’ nenhum dos dois agora, a Volkswagen vai “asfixiá-los” com essa estratégia de preços.

Uma pena porque um Golf não merece vender apenas 290 unidades por mês (média dos últimos cinco meses) e uma Golf Variant vir do México sem imposto de importação e emplacar somente 283 unidades em 2018. Assim nem os mais fãs suportam.

 
 
Volkswagen Golf 2018
 
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Volkswagen Golf Variant 2018
 
Volkswagen Golf Variant 2018
Volkswagen Golf Variant 2018
Volkswagen Golf Variant 2018
 
Volkswagen Golf Variant 2018
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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/