Apesar da saída inesperada de Denise Johnson da presidência da General Motors do Brasil, a montadora norte-americana apostará novamente numa mulher para ocupar o cargo. Segundo apurou a reportagem de AUTOO, Grace Lieblein será a nova comandante da filial brasileira que, desde fevereiro, tem o cargo vago (o antecessor, Jaime Ardila, hoje presidente da GM na América do Sul, acumulou a função provisioriamente).

Grace compartilha certas características com a antecessora: seu pai, assim como o avô de Denise, foi funcionário da GM no passado; é também engenheira e norte-americana. Desde 2008, Grace, de 50 anos, é presidente da General Motors do México.

Filha de um cubano refugiado regime de Fidel Castro e de uma nicaraguense, Grace entrou na General Motors em 1978 como trainee. Ao contrário de sua antecessora, a nova presidente chegará ao Brasil com experiência à frente de uma das filiais da empresa. Denise Johnson interrompeu uma longa tradição na GM, que normalmente utiliza o cargo no Brasil como trampolim para postos mais altos - vários ex-ocupantes chegaram a dirigir a montadora, como Rick Wagoner e Fritz Henderson - a americana permanceu apenas pouco mais de seis meses no cargo.

Após AUTOO publicar a notícia com exclusividade, o anúncio oficial foi divulgado. "Estamos felizes em contarmos com a liderança da Grace nesse momento tão importante para a GM do Brasil, de colocar em prática os planos que conduzirão a empresa em direção ao futuro. Com os seus sólidos e amplos conhecimentos de engenharia e de desenvolvimento de produtos, combinados com fortes características de negócios, Grace é o tipo de pessoa que poderá assegurar que a GM continue inovando, de forma a desenhar, fabricar e vender veículos, de classe mundial, que atendam as expectativas de nossos clientes”, explica Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul.

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Rodrigo Mora

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