Importados amargam 40,9% de queda em vendas no ano

Segundo a Abeifa, novembro foi o segundo pior mês de 2016 para o setor
Kia Cerato 2017

Kia Cerato 2017 | Imagem: Divulgação

A Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou nesta terça-feira (13) o balanço de vendas de suas marcas filiadas com uma perspectiva nada animadora para o ano.

Apesar de registrar uma estabilidade nas vendas em novembro deste ano com uma discreta elevação de 0,4% em relação outubro, na comparação com novembro de 2015 a queda é de expressivos 33,4%, com 2.650 unidades emplacadas no mês passado contra 3.976 de novembro de 2015.

O acumulado do ano também preocupa, com uma queda de 40,9% nas vendas de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior.

As cinco marcas associadas da Abeifa que contam com produção nacional (BMW, Chery, Land Rover, MINI e Suzuki) pelo menos conseguiram um breve “respiro”. Isoladas, as marcas em questão registraram um aumento de 10,2% nas vendas em novembro quando comparadas com o outubro deste ano. Mesmo assim, as 1.138 unidades comercializadas ainda registram uma queda de 27,5% em relação a novembro de 2015.

Levando em conta os modelos importados e nacionais, as marcas filiadas à Abeifa alcançam 2,43% de participação no mercado em 2016.

“Hoje, vender carro fora da cota proporcional ou do limite de 4.800 unidades por ano é inviável. Significa ter prejuízos”, declarou o presidente da Abeifa, o empresário José Luiz Gandini, que também comanda as operações da Kia no Brasil. A expectativa da Abeifa é fechar 2016 com 35.500 carros vendidos, queda de 40,8% em relação às 59.975 unidades de 2015.

Na tentativa de reanimar o setor, uma das medidas pleiteadas pela Abeifa é um decreto que libere a utilização das cotas não utilizadas por outras marcas, como Ferrari, Rolls-Royce, dentre outras. Além disso, a entidade luta para o fim dos 30 pontos percentuais acrescentados no IPI dos carros importados que extrapolam a cota de cada fabricante.

Sobre o decreto para repartir as cotas entre as marca, Gandini julga a medida necessária para “não corrermos o risco de gerar mais desemprego com o fechamento de mais concessionárias e com certeza as empresas aumentariam o recolhimento de tributos aos cofres públicos”, finaliza o executivo.

A Kia, por exemplo, conta com um lote de mil unidades do novo Cerato (foto acima) prontas para desembarcar no país, porém, caso o decreto não seja aceito, os carros só poderão ser nacionalizados no próximo ano e pagando sobretaxa.