O ASX é daqueles veículos que trafegam entre padrões de tamanho. Tem algumas medidas de um SUV médio e outras de um compacto, idem com os preços que ficam um pouco acima da média de modelos como HR-V, Renegade e Creta. Ao mesmo tempo é mais em conta que rivais mais sofisticados e por isso é de se estranhar por que deixou de vender bem.

Lançado no Brasil no final de 2010, o ASX teve seu auge em 2014 quando mais de 12 mil unidades foram emplacadas. Ou seja, uma média de mil exemplares por mês, volume muito bom, mas que perdeu força desde então. O fundo do poço foi em 2016 com 4.700 unidades, mas o modelo da Mitsubishi vem recuperando um pouco de terreno ultimamente.

Agora, na linha 2019, o utilitário esportivo recebeu novos retoques visuais, mais discretos porém marcantes. A frente, que ganhou contornos chamativos batizados de “Dynamic Shield” (escudo dinâmico), agora teve o centro do conjunto alterado com uma grade com um filete cromado e desenho em colmeia.

No para-choque a novidade principal são as luzes diurnas de LEDs que ficam ao lado dos faróis de neblina – além disso o para-choque tem detalhes na cor preta ou branca conforme o tom escolhido pelo cliente.

No mais, o ASX continua a oferecer um conjunto respeitável com motor 2.0 16V de 170 cv e bicombustível e transmissão CVT com 6 marchas virtuais. A tração é dianteira nas versões de entrada e intermediária e integral na topo de linha que traz ainda teto solar e xênon.

As rodas são de aro 18 polegadas nas três versões que também têm em comum os freios a disco em todas elas. De quebra, a central multimídia, como não poderia deixar de ser, conversa com CarPlay e Android Auto.

Um rival para o Compass?

A queda nas vendas do ASX não só é explicada pela crise em geral que abalou o país mas também pela chegada de novos concorrentes mas também do Compass em 2016. Modelos como o HR-V e Renegade certamente roubaram parte dessa clientela, mas o Jeep “família” é hoje a pedra no sapato de quase todos os outros SUVs.

Curiosamente, o ASX é um dos modelos que mais se aproximam da receita do Compass. O Mitsubishi é um pouco mais estreito e curto mas ganha na altura e no entreeixos mais generoso. Também é mas leve e potente (170 cv contra 166 cv da versão flex) além de ter preços um pouco mais em conta – a versão de entrada sai por R$ 104.990 contra R$ 109.990 do Compass Sport e a versão intermediária com tração integral, R$ 121.990, apenas mil reais mais cara que o Compass Longitude (R$ 120.990). Já o ASX topo de linha custa R$ 130.990, exatos R$ 9 mil a menos que o Compass Limited.

Basta comparar o ASX intermediário para constatar que ele oferece muito mais do que um Compass Longitude, versão mais vendida do Jeep. Além de trazer tração integral, o Mitsubishi é equipado com sensores crepuscular, de chuva e estacionamento, oito airbags contra dois e teto solar panorâmico enquanto o Compass só ganha no ar-condicionado de duas zonas para citar itens de mais apelo.

Claro, o projeto do ASX é mais antigo e o Jeep é um fenômeno em provocar desejo de compra no brasileiro, mas não custa dar uma olhada nas concessionárias da Mitsubishi se você procura um SUV com custo-benefício melhor. Mesmo que ele seja um velho conhecido do público.

 
 
Mitsubishi ASX 2017
 
Mitsubishi ASX 2017
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Mitsubishi ASX 2017
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Mitsubishi ASX 2019
 
Mitsubishi ASX 2019
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Mitsubishi ASX 2019
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Ricardo Meier

Publisher do AUTOO, é o criador do site e tem interesse especial pelo sobe e desce do mercado, analisando os números de vendas de automóveis todos os meses

Ricardo Meier | http://www.jcceditorial.com.br/